Grupo é investigado por suposto esquema de fraudes em contratos de tapa-buraco na Capital
Ex-secretário municipal de Infraestrutura de Campo Grande, Rudi Fiorese e outros seis investigados presos durante a Operação Buraco sem Fim passam por audiência de custódia nesta quarta-feira (13), na Capital. A ação foi desencadeada pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).
Os presos são suspeitos de participação em um suposto esquema de corrupção envolvendo contratos de manutenção e tapa-buraco em vias públicas de Campo Grande.
Além de Rudi Fiorese, foram presos:
- Mehdi Talayeh, ex-superintendente de Serviços Públicos da Sisep
- Edivaldo Aquino Pereira, ex-gerente de Manutenção de Vias da Sisep
- Fernando de Souza Oliveira, ex-servidor da Sisep
- Erik Antônio Valadão Ferreira de Paula, ex-servidor da Sisep
- Antonio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, produtor rural e proprietário da Construtora Rial
- Antonio Bittencourt Jacques Pedrosa, engenheiro civil e filho de Antonio Roberto
Processo segue sob sigilo
O caso tramita em sigilo absoluto na Justiça. Segundo informações divulgadas, nem mesmo as defesas tiveram acesso completo aos autos da investigação.
As audiências de custódia realizadas nesta quarta têm caráter formal e servem para verificar se os presos tiveram os direitos garantidos durante o cumprimento das prisões.
Neste momento, a legalidade da prisão não será rediscutida. Eventuais pedidos de liberdade deverão ser apresentados posteriormente pelas defesas dos investigados.
Operação apura fraudes em contratos públicos
Deflagrada na terça-feira (12), a Operação Buraco sem Fim cumpriu sete mandados de prisão e dez de busca e apreensão em Campo Grande.
Conforme o Ministério Público, a investigação identificou a atuação de uma organização criminosa suspeita de fraudar contratos de tapa-buraco por meio de medições manipuladas e pagamentos por serviços que não teriam sido executados integralmente.
Os promotores apontam suspeitas de desvio de dinheiro público, enriquecimento ilícito e prejuízos na qualidade das vias públicas da cidade.
Levantamento da investigação indica que, entre 2018 e 2025, a empresa investigada firmou contratos e aditivos que somam R$ 113,7 milhões.
Dinheiro em espécie foi apreendido
Durante o cumprimento dos mandados judiciais, investigadores apreenderam pelo menos R$ 429 mil em dinheiro vivo.
Somente na residência de Rudi Fiorese, conforme divulgado pelo MPMS, foram encontrados R$ 186 mil em espécie. Em outro endereço alvo da operação, os agentes localizaram mais R$ 233 mil em notas de real.
Fonte: Midiamax


