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Defesa de Gabriela Cervantes pede liberdade após agressão a filhote

Defesa de Gabriela Cervantes pede liberdade após agressão a filhote

Advogado afirma que influenciadora faz acompanhamento psiquiátrico e solicita que ela responda ao processo em liberdade

Pedido de liberdade apresentado pela defesa de Gabriela Cervantes Pereira entrou na análise da Justiça após a influenciadora ser presa por suspeita de maus-tratos contra uma filhote de shih-tzu de 40 dias. O caso ocorreu em Mato Grosso do Sul e ganhou repercussão depois que vídeos das agressões foram divulgados nas redes sociais.

Segundo a defesa, Gabriela faz acompanhamento no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Aquidauana e utiliza medicamentos prescritos. Os advogados pedem que essas informações sejam consideradas durante a apuração e sustentam que ela deve responder ao processo em liberdade.

A Polícia Civil, por outro lado, pediu a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva. O caso foi encaminhado ao Ministério Público nesta quinta-feira (10), e até a última atualização não havia decisão sobre a manutenção da prisão.

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Vídeos motivaram denúncias

As imagens que deram origem às denúncias mostram Gabriela segurando a filhote e arremessando o animal no chão. Na sequência, ela aparece chutando a cachorra, que permanece acuada.

Antes de ser presa, a influenciadora publicou vídeos nas redes sociais nos quais negou ter maltratado o animal. Ela afirmou que estava apenas brincando e disse que a cachorra estava bem.

Após ser localizada pela Polícia Civil, Gabriela confirmou que havia produzido os vídeos. Conforme os autos, ela afirmou aos investigadores que as ações foram realizadas com intenção de brincadeira.

A filhote foi retirada da residência durante a ação policial e recebeu o nome de Esther.

Defesa cita acompanhamento de saúde

No pedido apresentado à Justiça, a defesa afirma que Gabriela possui transtornos psiquiátricos e que realiza tratamento multidisciplinar no CAPS II de Aquidauana.

Documentos anexados ao processo indicam que ela iniciou acompanhamento na unidade em maio de 2025. Segundo a defesa, os registros incluem atendimento psicológico, atividades terapêuticas e uso de medicamentos controlados.

Os advogados sustentam que o quadro deve ser analisado durante o processo e também argumentam que Gabriela possui residência fixa e não tem condenação penal definitiva.

Como alternativa à prisão, a defesa sugeriu medidas cautelares, como comparecimento periódico à Justiça e proibição temporária de manter animais domésticos sob sua guarda.

Filhote está em lar temporário

Após o resgate, Esther ficou sob os cuidados temporários da delegada Tatiana Zyngier, que participou da investigação. A intenção é encontrar posteriormente um lar definitivo para a cachorra.

Esther, como passou a ser chamada a filhote, está temporariamente sob os cuidados de uma delegada - Foto: Tatiana Zyngier
Esther, como passou a ser chamada a filhote, está temporariamente sob os cuidados de uma delegada – Foto: Tatiana Zyngier

A Polícia Civil informou que a filhote foi encontrada apática e amedrontada quando os investigadores chegaram ao imóvel. O animal também deverá passar por avaliação veterinária.

Gabriela foi presa em flagrante por maus-tratos contra cão. O crime prevê pena de dois a cinco anos de prisão, além de multa e proibição da guarda de animais.

Agora, o Ministério Público deverá analisar o caso enquanto a Justiça decide sobre o pedido da defesa e a solicitação da Polícia Civil para transformar a prisão em preventiva.

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