A produção nacional de grãos deverá alcançar 354,5 milhões de toneladas no ano de 2026, conforme projeção divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume representa um crescimento de 2,4% em comparação com o resultado obtido no ano anterior, quando o total colhido ficou em 346,1 milhões de toneladas.
Em relação à leitura imediatamente anterior, o indicador manteve estabilidade com variação positiva de 0,4%, o que representa um acréscimo superior a 1,5 milhão de toneladas. O patamar projetado configura recorde na série histórica da pesquisa agrícola realizada pelo órgão federal.
Expansão da área plantada
Para viabilizar o volume estimado de colheita, a extensão de terras destinada ao cultivo agrícola no país deverá abranger 83,2 milhões de hectares. O montante representa um acréscimo de 1,6 milhão de hectares, o equivalente a uma expansão de 2% frente aos 81,6 milhões de hectares contabilizados no ciclo passado. Na variação mensal, a área apta para a colheita registrou ampliação de 143,6 mil hectares.
O protagonismo de soja, milho e arroz
Os principais cultivos do setor agrícola brasileiro continuam a concentrar a maior parte da produção e da área cultivada. Juntos, o arroz, o milho e a soja respondem por 93% do volume total estimado e representam 87,3% de toda a área agrícola a ser colhida no período.
A soja destaca-se com uma colheita estimada em 175 milhões de toneladas, configurando um avanço de 5,4% sobre o volume anterior, acompanhada por um crescimento de 1,3% na área dedicada à oleaginosa. No caso do milho, a previsão aponta para 143,3 milhões de toneladas, alta de 1,1%, com divisão entre a primeira safra e a segunda safra. Por outro lado, a produção de arroz em casca foi projetada em 11,2 milhões de toneladas, o que representa uma retração de 11,4% no volume e recuo na área colhida.
Comportamento dos demais cultivos
Outros produtos que compõem o levantamento agrícola nacional apresentam trajetórias distintas para o período. A colheita de trigo foi calculada em 5,9 milhões de toneladas, indicando redução de 24% em relação ao ano precedente.
O setor de algodão herbáceo em caroço tem estimativa de 9,5 milhões de toneladas, recuo de 3,9%. Já o sorgo apresenta perspectiva de alta de 11%, alcançando 6 milhões de toneladas, enquanto a cultura do feijão aponta para uma retração de 6,6% na quantidade produzida.
Fonte: Agencia Brasil - Economia


