Moradores do Jardim Centro Oeste relatam perda de móveis, ruas intransitáveis e falta de assistência após temporal em Campo Grande
Dois dias depois do temporal que atingiu Campo Grande, moradores da Comunidade Vitória, no Jardim Centro Oeste, ainda convivem com ruas tomadas pela água e prejuízos dentro de casa. O alagamento atingiu moradias improvisadas e deixou as vias de terra praticamente intransitáveis na região.
Com a água entrando nos imóveis, moradores precisaram retirar móveis e outros pertences às pressas. Parte dos objetos foi colocada do lado de fora das casas ou levada para imóveis de vizinhos, numa tentativa de evitar que os prejuízos fossem ainda maiores.
A situação, segundo os moradores, não é nova. O porteiro Rodrigo de Araújo afirma que episódios semelhantes acontecem sempre que chove forte na comunidade.
“Todo vez que chove essa situação. Toda vez que chove, essa situação que nós conseguimos passar”, relatou.

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Moradores cobram assistência
Além das perdas provocadas pela água, os moradores afirmam que ainda aguardam a presença de equipes de assistência no local.
O trancista Eugênio Montiel Jr. contou que a comunidade procurou ajuda depois da chuva, mas, até o momento do relato, não havia recebido atendimento.
“Choveu mais forte, aí alagou mais do que ainda não tinha alagado. Até hoje, não vem ninguém atrás da gente”, afirmou.
A falta de condições para circulação também dificulta a rotina de quem vive na comunidade. Com as ruas de terra cobertas pela água, moradores enfrentam dificuldades para entrar e sair da região.
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Água parada aumenta preocupação com saúde
O alagamento também trouxe preocupação com possíveis problemas de saúde. Moradores relatam a presença de insetos e temem que a água acumulada favoreça contaminações.
A cabeleireira Fábia Pereira da Silva teve a casa atingida pela água e pede que equipes de vigilância em saúde sejam enviadas à comunidade.
Segundo ela, a água entrou em diferentes cômodos do imóvel e a família precisou retirar rapidamente os pertences.
“Entrou pra dentro da cozinha, dentro do banheiro e dentro do quarto. Foi de repente, né? Aí nós saímos correndo, só corremos as coisas”, contou.
Fábia também demonstrou preocupação com a presença de larvas de mosquitos e com a possibilidade de doenças, especialmente porque há crianças entre os moradores.
“Eu preciso que venha alguém da saúde, que possa fazer por nós. Tem muita criança aqui, tanto a minha filha, como os meus filhos”, disse.
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Prefeitura ainda não havia respondido
A reportagem solicitou à Prefeitura de Campo Grande informações sobre o atendimento às famílias da Comunidade Vitória e sobre o eventual envio de equipes de assistência social e saúde.
Até a publicação da reportagem, não havia retorno do município.
Enquanto aguardam uma resposta, os moradores seguem tentando retirar a água, proteger o que restou dos pertences e lidar com as condições das ruas após o temporal.



