Primeira picape média da marca começa a ser vendida por R$ 249.990 e terá nova versão ainda em 2026
A Kia entrou em um dos segmentos mais disputados do mercado brasileiro com a chegada da Tasman, sua primeira picape média. Importado da Coreia do Sul, o modelo já está disponível na rede de concessionárias da marca na versão GL, com motor 2.2 diesel, tração 4×4 e câmbio automático de oito marchas, por R$ 249.990.
A novidade chega em um momento de expansão da Kia no país. Entre janeiro e julho de 2026, a marca registrou 3,3 mil licenciamentos, alta de 40% em relação ao mesmo período do ano anterior. Para a empresa, a Tasman abre uma nova frente de atuação justamente em uma categoria que reúne modelos nacionais e importados e tem forte concorrência.
Nova versão está prevista para este ano
A configuração GL não será a única opção. Durante a apresentação da picape em Itu, no interior de São Paulo, o diretor de operações da Kia Brasil, Gustavo Gandini, informou que uma segunda versão deverá chegar ao país antes do fim de 2026.
A nova configuração terá mais equipamentos de série e deverá preencher uma das principais lacunas apontadas na versão inicial: os sistemas de assistência à condução.
Entre os recursos previstos estão frenagem autônoma de emergência, assistência para permanência e centralização em faixa, monitor de ponto cego, alerta de tráfego cruzado traseiro e controle de cruzeiro adaptativo. O nome da nova versão ainda não foi oficializado.

.
Picape aposta no uso fora de estrada
Construída sobre chassi, a Tasman tem capacidade para transportar aproximadamente uma tonelada de carga útil. A caçamba mede 1.512 mm de comprimento, 1.572 mm de largura e 540 mm de profundidade, com capacidade volumétrica de 1.173 litros.
O sistema de tração oferece os modos Eco, Normal, Sport e My Drive, além de configurações específicas para neve, lama e areia. Essas opções alteram a distribuição de torque e o funcionamento dos controles eletrônicos conforme o tipo de terreno.
É justamente a capacidade para enfrentar terrenos fora de estrada que a Kia pretende explorar como um dos principais argumentos de venda da picape. A marca também destaca o conforto da suspensão e a proposta de oferecer uma experiência próxima à de um SUV.
O desenho externo, por outro lado, é uma das características que mais chamam atenção. As soluções adotadas principalmente na dianteira dividem opiniões, enquanto a Kia define a identidade visual como “brutalmente autêntica”.
Interior reúne três telas
Por dentro, a Tasman segue a proposta de oferecer acabamento e equipamentos voltados ao conforto. O painel reúne três telas que, somadas, chegam a 29,6 polegadas.
O conjunto é formado por um quadro de instrumentos digital de 12,3 polegadas, uma tela de 5 polegadas destinada aos comandos do ar-condicionado e uma central multimídia de 12,3 polegadas.

O sistema oferece conexão sem fio com celulares por meio do Android Auto e do Apple CarPlay. A cabine também utiliza materiais sintéticos e bioplásticos, incluindo tecidos produzidos a partir de garrafas PET.
Na versão GL, a picape conta ainda com seis airbags, freios a disco ventilados nas quatro rodas, controles eletrônicos de estabilidade e tração, assistentes de partida em rampa e descida, controle de estabilidade de reboque, sistema de frenagem pós-colisão, sensores de manobra e câmera de ré.
Motor diesel entrega 210 cv
A Tasman GL utiliza motor 2.2 diesel com 210 cavalos de potência e torque de 45 kgfm. O conjunto trabalha associado ao câmbio automático de oito marchas e ao sistema de tração 4×4.
A proposta mecânica coloca a picape diretamente na disputa por consumidores que procuram um veículo para trabalho, transporte de carga e uso em terrenos mais exigentes.
O modelo também tem espaço para os passageiros do banco traseiro, característica que a Kia aponta como um dos diferenciais diante de algumas concorrentes da categoria.
Kia prepara novos lançamentos no Brasil
A chegada da Tasman faz parte de uma sequência de novidades planejadas pela Kia para o mercado brasileiro. A empresa também programou a introdução de SUVs elétricos e híbridos, do sedã K4 e da nova geração do Sorento, entre outros modelos que ainda aguardam homologação.
A operação brasileira da marca continua nas mãos do Grupo Gandini, parceiro da Kia no país há 34 anos. No mês passado, surgiram informações sobre possíveis negociações para que a própria montadora assuma a operação brasileira e também sobre a possibilidade de construção de uma fábrica no país.
Kia e Grupo Gandini não confirmaram oficialmente essas negociações. Durante a apresentação da Tasman, o presidente da Kia Brasil, José Luiz Gandini, afirmou que não comentaria o assunto por não haver novidades sobre as atividades da marca e do grupo.


