Uma pesquisa realizada com 2.338 médicos intensivistas em todo o país expôs uma profunda disparidade na percepção sobre a qualidade do atendimento oferecido nas unidades de terapia intensiva (UTIs) públicas e privadas. No levantamento, as avaliações positivas chegam a ser o dobro no setor particular, enquanto os dados negativos no Sistema Único de Saúde (SUS) superam os da rede privada em até quatro vezes.
Ações exigem foco na infraestrutura e não apenas em novos leitos
O estudo, intitulado Inquérito Nacional sobre a Força de Trabalho Médica nas UTIs Brasileiras, foi desenvolvido pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM). Os especialistas consultados pontuaram de 0 a 5 quesitos fundamentais para o suporte à alta complexidade, incluindo insumos, infraestrutura física, fluxos de pacientes, especialização das equipes e diretrizes clínicas.
Com base na análise conjunta das respostas, a Amib defendeu que o fortalecimento da medicina intensiva no país depende de políticas públicas abrangentes. A entidade pretende apresentar esse diagnóstico detalhado a órgãos de fiscalização e gestores de saúde pública e privada para impulsionar reformas estruturais.
“Eventuais mudanças terão impacto em 43.901 leitos de UTI distribuídos pelo país, sendo 34.927 destinados a adultos e 8.974 à pediatria e neonatologia”, destacou a Amib.
Desafios no fornecimento de medicamentos e oferta de vagas
A disparidade fica evidente ao observar o acesso a remédios indispensáveis
Fonte: Agencia Brasil - Saúde


