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Cólica na gravidez: saiba diferenciar o incômodo normal dos sinais de alerta

Cólica na gravidez: saiba diferenciar o incômodo normal dos sinais de alerta

Sentir dor abdominal e cólica na gravidez é uma situação bastante comum entre as gestantes, sendo na maioria das vezes um processo inofensivo. Esses episódios costumam se manifestar como fisgadas, repuxamentos unilateriais ou dores parecidas com as menstruais na região pélvica, do quadril e no baixo ventre, com duração que varia de poucos segundos a alguns minutos.

Fatores que causam o desconforto

No começo da gestação, o incômodo costuma estar ligado à fixação do embrião e às adaptações corporais iniciais. Conforme o bebê cresce, o útero se expande, provocando o estiramento de ligamentos e a distensão muscular, o que gera as sensações de repuxamento.

Já perto do final da gravidez, por volta da trigésima sétima semana, as dores podem retornar devido à pressão do peso do feto sobre os órgãos internos ou anunciar a proximidade do trabalho de parto.

Quando a dor abdominal exige atendimento médico

Embora a maioria dos episódios seja considerada inofensiva, certas características exigem atenção imediata da futura mamãe. Se o desconforto for muito forte, persistir de forma constante por um período entre trinta e sessenta minutos ou vier acompanhado de dores lombares, é fundamental buscar ajuda médica na maternidade ou com um especialista.

Outros indicativos importantes de alerta compreendem a presença de febre, calafrios, tonturas, dores de cabeça fortes, cãibras, desconforto vaginal, dor ou sangramento ao urinar. A ocorrência de corrimento, náuseas ou sangramento vaginal também demanda uma investigação médica urgente.

Principais condições associadas às dores

As origens das cólicas gestacionais são variadas e mudam conforme o trimestre. Enquanto muitas decorrem das transformações físicas naturais, outras apontam para quadros clínicos que necessitam de intervenção.

A gravidez ectópica, na qual o óvulo se implanta fora do útero, é um exemplo que provoca dores abdominais e requer investigação. A pré-eclâmpsia, marcada por pressão alta e proteína na urina, pode gerar dores fortes na parte superior da barriga. Além disso, cólicas regulares e endurecimento abdominal antes da trigésima sétima semana podem sinalizar risco de parto prematuro.

Métodos práticos para amenizar dores leves

Para quadros de intensidade leve e sem sintomas de alerta, algumas atitudes simples de autocuidado ajudam a relaxar a musculatura. Mudar de posição, sentar ou deitar-se alivia a tensão nos ligamentos da região abdominal, assim como tirar um tempo para o descanso.

O uso de bolsas de água quente — sempre protegidas por uma toalha — sobre a área dolorida e banhos mornos são alternativas eficazes para diminuir o incômodo. Práticas de relaxamento e uma boa hidratação com o aumento na ingestão de líquidos também contribuem para o bem-estar.

Vale ressaltar que essas recomendações servem exclusivamente para dores leves. Caso o incômodo se mostre frequente, forte ou acompanhado de outros sinais clínicos, a consulta com um profissional de saúde qualificado é indispensável para assegurar a saúde da mãe e da criança.

Fonte: Revista Veja Saúde

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