O confronto final entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), ocorrido nesta sexta-feira (23) com transmissão da TV Globo, foi marcado por propostas voltadas à renegociação de dívidas, expansão de gastos em saúde, segurança pública e fortalecimento de políticas sociais, a apenas 48 horas da abertura das urnas para o segundo turno das eleições de 2026.
Economia e endividamento em foco A abertura do programa abordou infraestrutura, desenvolvimento regional, educação e o endividamento das famílias. Lula defendeu uma nova fase do programa Desenrola, sugerindo leilões para adquirir débitos bancários com descontos que alcançariam 95%, além de ações direcionadas a microempreendedores individuais. O petista também enfatizou a expansão da atividade econômica como ferramenta para conter o avanço da dívida pública em relação ao PIB e exaltou os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Por sua vez, Flávio Bolsonaro propôs a criação do Banco da Prosperidade por meio da transformação da Caixa Econômica Federal, visando comprar dívidas de pessoas físicas e jurídicas para refinanciamento facilitado. O parlamentar prometeu pausas temporárias nos pagamentos de empréstimos e criticou o aumento das contas públicas, prometendo corte de despesas e tributos. No setor de infraestrutura, o candidato do PL sugeriu concluir obras ferroviárias, conceder rodovias e portos, e isentar motociclistas de pedágios.
Pontos de convergência e programas sociais Apesar do tom competitivo, os dois postulantes convergiram em pautas como o reajuste do salário mínimo e das aposentadorias acima da inflação, além da implementação de transporte público gratuito durante os fins de semana. No Bolsa Família, Flávio prometeu reajustar o benefício e permitir a permanência temporária no programa mesmo após a formalização do emprego. Na educação, Lula planeja universalizar o ensino integral e o programa Pé-de-Meia, enquanto Flávio acena com auxílio-creche e foco em tecnologia.
Debate sobre segurança pública e saúde Na área de segurança, Flávio defendeu classificar facções como organizações narcoterroristas, reduzir a maioridade penal e endurecer punições para crimes sexuais e patrimoniais. Em contrapartida, Lula apoiou a aprovação da PEC da Segurança Pública e a criação de uma pasta ministerial exclusiva para a área.
O embate no setor de saúde envolveu o financiamento do SUS. Lula questionou se o adversário planejava reduzir aportes federais, o que foi negado por Flávio, que prometeu atualizar tabelas de remuneração de procedimentos e desafogar o atendimento do Inca e das Santas Casas.
Confrontos finais e corrupção A etapa derradeira do encontro televisivo concentrou-se em trocas de acusações sobre patrimônio, relações com o setor privado e o Banco Master, encerrando a série de debates que antecedem a votação marcada para este domingo (25).
Fonte: InfoMoney


