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Alimentação para cães idosos: 6 cuidados importantes na terceira idade

Alimentação de cães idosos precisa acompanhar as mudanças no gasto de energia e nas necessidades nutricionais - Foto: Stephen Noble/Unsplash

Alimentação de cães idosos precisa acompanhar as mudanças no gasto de energia e nas necessidades nutricionais - Foto: Stephen Noble/Unsplash

Com o envelhecimento, cães gastam menos energia e podem precisar de ajustes na quantidade e nos nutrientes da alimentação

Mudanças na alimentação fazem parte dos cuidados com cães que chegam à terceira idade. Com o passar dos anos, os animais tendem a ficar menos ativos e podem perder massa muscular e óssea, enquanto o gasto de energia diminui.

Em geral, essa fase começa por volta dos oito anos, embora a idade possa variar de acordo com o animal. Por isso, não existe uma dieta única que sirva para todos os cães idosos.

Rações formuladas especificamente para essa fase podem facilitar o equilíbrio da alimentação. Ainda assim, a quantidade oferecida e a necessidade de nutrientes devem levar em conta o peso, a rotina e as condições de saúde de cada pet.

1. Priorize proteínas de qualidade

A perda de massa muscular é uma das mudanças associadas ao envelhecimento. Por isso, a proteína continua tendo papel importante na alimentação do cão idoso.

A recomendação é priorizar fontes de boa qualidade e, quando indicadas pelo veterinário, opções com menor quantidade de gordura. Frango e alguns tipos de peixe podem fazer parte da alimentação, desde que sejam oferecidos de maneira adequada.

Mais importante do que simplesmente aumentar a quantidade de proteína é garantir que o animal receba uma alimentação equilibrada para suas necessidades.

2. Cuidado com o excesso de calorias

Cães mais velhos costumam gastar menos energia porque se movimentam menos. Se a quantidade de alimento continuar igual à fase adulta, o animal pode ganhar peso.

O excesso de peso pode prejudicar a mobilidade e aumentar a sobrecarga sobre as articulações. Por isso, a quantidade de comida pode precisar ser ajustada conforme o nível de atividade do pet.

Rações específicas para cães idosos costumam considerar essa redução das necessidades energéticas.

3. Não elimine as gorduras boas

Reduzir o excesso de gordura não significa retirar esse nutriente completamente da dieta.

Ácidos graxos como ômega-3 e ômega-6 participam de funções importantes e são associados à saúde das articulações e do sistema nervoso. Alguns tipos de peixe e a linhaça são fontes desses nutrientes.

A quantidade adequada, porém, depende da alimentação como um todo e das necessidades do animal.

4. Vitamina E também merece atenção

A vitamina E possui ação antioxidante e pode contribuir para o funcionamento do sistema imunológico. Ela também participa da proteção das células contra danos provocados pelo estresse oxidativo.

O nutriente pode ser encontrado em alimentos como ovos cozidos e batata-doce, além de estar presente em algumas rações formuladas para cães.

Suplementos não devem ser oferecidos por conta própria. O excesso de determinados nutrientes também pode causar problemas.

5. Fibras e água ajudam no dia a dia

A alimentação de cães idosos também precisa considerar o funcionamento do sistema digestivo. Fontes adequadas de fibras podem contribuir para a saúde gastrointestinal e para o funcionamento do intestino.

A hidratação merece atenção especial. Cães mais velhos podem beber menos água e, com isso, ficar mais suscetíveis à desidratação.

Uma medida simples é deixar potes de água disponíveis em diferentes pontos da casa, principalmente nos locais onde o animal costuma permanecer.

Em algumas situações, o veterinário pode recomendar a inclusão de alimento úmido na dieta. Essa mudança, porém, deve considerar as necessidades específicas do pet.

6. Suplementos só com orientação veterinária

A chegada à terceira idade também exige acompanhamento veterinário mais frequente. Consultas regulares ajudam a identificar alterações de saúde e avaliar se a alimentação continua adequada.

Dependendo da condição do animal, o profissional pode recomendar vitaminas, minerais ou probióticos. A indicação varia conforme a idade, o peso, a alimentação e a existência de doenças ou outras necessidades específicas.

Por isso, não é recomendado oferecer suplementos por conta própria. Uma dieta equilibrada e adequada às características do animal pode ser suficiente em muitos casos.

Mais do que mudar radicalmente a alimentação, o cuidado com um cão idoso envolve observar mudanças no peso, no apetite, na disposição, na ingestão de água e no funcionamento do intestino. Alterações persistentes devem ser avaliadas por um veterinário.

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