Dupla do PL lidera disputa pelas duas vagas e garante vitória antes do fim da apuração
Reinaldo Azambuja e Renan Contar, que concorreu com o nome de urna Capitão Contar, foram eleitos senadores por Mato Grosso do Sul neste domingo (4). Os dois candidatos do PL já não podiam ser alcançados pelos adversários quando 95% das seções eleitorais haviam sido totalizadas.
Na parcial divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 18h04, no horário de Mato Grosso do Sul, Azambuja aparecia em primeiro, com 861.181 votos, o equivalente a 34,76% dos votos válidos. Capitão Contar vinha logo atrás, com 822.113 votos, ou 33,18%.
Vander Loubet (PT) ocupava a terceira posição, com 335.176 votos, 13,53% dos válidos. A diferença entre Contar e o terceiro colocado chegava a 486.937 votos, distância suficiente para garantir a segunda vaga mesmo com a apuração ainda em andamento.
Duas vagas foram renovadas
Mato Grosso do Sul escolheu neste ano dois novos representantes para o Senado. Como não existe segundo turno para o cargo, os dois candidatos mais votados ficam com as vagas.
Cada eleitor teve direito a dois votos para senador e precisou escolher candidatos diferentes. Por isso, a soma dos votos destinados ao Senado é maior que o número de eleitores que compareceram às urnas.
As cadeiras renovadas eram ocupadas por Soraya Thronicke (PSB) e Nelsinho Trad (PSD), eleitos em 2018. O mandato deles termina em janeiro de 2027. A terceira vaga do Estado continua com Tereza Cristina (PP), eleita em 2022.
Azambuja e Contar assumirão os novos mandatos em 1º de fevereiro de 2027, com duração de oito anos.
Azambuja retorna ao Senado após trajetória no Executivo
Com 63 anos, Reinaldo Azambuja volta a ocupar um cargo eletivo depois de ter comandado Mato Grosso do Sul por dois mandatos. Natural de Campo Grande e agropecuarista, iniciou a carreira política em Maracaju, onde foi prefeito por duas vezes.
Também foi deputado estadual e deputado federal antes de chegar ao Governo de Mato Grosso do Sul. Em 2014, venceu Delcídio do Amaral no segundo turno e permaneceu no Executivo estadual até 2022.
Azambuja deixou o PSDB e se filiou ao PL em 2025. Na eleição deste domingo, utilizou o número 222 e terminou a apuração parcial na liderança.
O primeiro suplente da chapa é Nelsinho Trad, que optou por não disputar a reeleição ao Senado e passou a integrar a composição de Azambuja. Felipe Mattos (União) é o segundo suplente.
Capitão Contar chega ao Senado quatro anos após derrota no governo
Renan Contar, conhecido politicamente como Capitão Contar, tem 42 anos e é capitão da reserva do Exército. Em 2018, foi eleito deputado estadual pelo então PSL, com 78.390 votos.
Quatro anos depois, disputou o Governo de Mato Grosso do Sul e terminou o primeiro turno na liderança, com 384.275 votos. No segundo turno, porém, perdeu para Eduardo Riedel.
Em 2026, Contar voltou a disputar uma eleição majoritária, desta vez para o Senado, pelo PL. A candidatura integrou a mesma aliança que apoiou a reeleição de Riedel ao Governo de Mato Grosso do Sul.
Claudio Mendonça e Luciano Barbosa Rodrigues, ambos do PP, são os suplentes da chapa.
Pesquisas apontaram os dois candidatos na liderança
As pesquisas divulgadas antes da eleição indicavam Azambuja e Capitão Contar entre os favoritos para ocupar as duas vagas.
O levantamento do Novo Ibrape divulgado na véspera apontava Azambuja com 32,7% dos votos válidos e Contar com 31%. Na apuração parcial, os dois apareciam novamente nas primeiras posições, com percentuais superiores aos registrados na pesquisa.
Vander Loubet ocupava a terceira colocação, seguido por Soraya Thronicke. A petista e a senadora disputaram pela mesma coligação, embora a ordem entre as duas ainda pudesse sofrer alteração enquanto a totalização não fosse concluída.
Vander Loubet fica em terceiro
Vander Loubet terminou a parcial em terceiro lugar, com 335.176 votos, ou 13,53% dos válidos. Deputado federal pelo PT, ele deixará a Câmara dos Deputados ao final da atual legislatura.
Soraya Thronicke aparecia em quarto, com 318.763 votos, equivalente a 12,87%. A diferença entre os dois era de 16.413 votos na parcial.
Roberto Oshiro (Novo) tinha 99.533 votos, seguido por Beto do Movimento (PSOL), com 17.282; Valter da Comagran (PRD), com 15.666; Luiz Lemes (DC), com 4.747; e Valderi Garcia (PCO), com 3.033.
Resultado já não podia ser revertido
Quando 95% das seções haviam sido totalizadas, 6.751 das 7.106 seções de Mato Grosso do Sul já estavam contabilizadas. Restavam 355 seções, que reuniam 104.512 eleitores aptos.
A distância de 486.937 votos entre Contar e Vander Loubet era mais de quatro vezes superior ao número de eleitores que ainda faltavam ser totalizados. Mesmo que todos os eleitores restantes comparecessem e votassem no terceiro colocado, a diferença não seria suficiente para alterar a composição das duas vagas.
Na mesma parcial, os votos brancos somavam 216.335, enquanto os nulos chegavam a 230.633. A abstenção era de 455.126 eleitores, equivalente a 23,74% do eleitorado considerado na apuração parcial.
A totalização oficial continuaria até o encerramento da apuração, mas a composição das duas vagas do Senado já estava definida.
