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Baby boom reúne 11 funcionárias grávidas em maternidade de Campo Grande

Funcionárias da Maternidade Cândido Mariano vivem diferentes fases da gravidez ao mesmo tempo - Foto: Reprodução

Funcionárias da Maternidade Cândido Mariano vivem diferentes fases da gravidez ao mesmo tempo - Foto: Reprodução

Enfermeiras e técnicas vivem diferentes fases da gestação, enquanto unidade reorganiza equipes para manter os atendimentos

Coincidência pouco comum mudou a rotina da Maternidade Cândido Mariano, em Campo Grande. Onze funcionárias da instituição estão grávidas ao mesmo tempo, em diferentes fases da gestação, formando um grupo que reúne técnicas de enfermagem, enfermeiras e enfermeiras obstetras.

Enquanto trabalham em um ambiente dedicado diariamente ao nascimento de crianças, as profissionais agora também compartilham experiências pessoais sobre maternidade. Dúvidas, expectativas e histórias de gravidez passaram a fazer parte da convivência entre colegas que antes acompanhavam esse processo principalmente pelo lado profissional.

A quantidade de gestantes também exigiu mudanças na organização do trabalho. Após a confirmação da gravidez, as funcionárias deixam atividades diretamente ligadas aos setores considerados insalubres e passam a exercer funções administrativas.

Para manter as escalas e o atendimento às pacientes, a maternidade precisou contratar profissionais temporários que substituem as trabalhadoras durante a gestação e posteriormente no período de licença-maternidade.

Gravidezes foram descobertas em momentos diferentes

As confirmações não ocorreram de uma só vez. Segundo a coordenadora de enfermagem da maternidade, Viviane Wolff, as funcionárias foram comunicando suas gestações gradualmente.

Como cada profissional está em uma etapa diferente, somente depois de algum tempo a equipe percebeu que havia chegado ao número de 11 gestantes simultaneamente.

Entre elas está a técnica de enfermagem Thaís da Silva Magri, grávida pela primeira vez. Ela descobriu a gestação há sete meses.

A gravidez havia sido planejada e, segundo Thaís, a confirmação trouxe uma forte emoção. Pouco depois, outras colegas também começaram a anunciar que estavam esperando filhos.

Enfermeira engravidou após três perdas gestacionais

Entre as funcionárias também há trajetórias marcadas por dificuldades anteriores.

A enfermeira Jéssica Brandão está no sexto mês de gravidez depois de passar por três perdas gestacionais. Ela aguardava havia anos pela possibilidade de se tornar mãe.

Durante a investigação das dificuldades enfrentadas, Jéssica recebeu diagnóstico de trombofilia e Síndrome de Sjögren, uma doença autoimune.

Depois do início do tratamento, conseguiu engravidar novamente e segue acompanhando a atual gestação.

A convivência com outras profissionais grávidas também passou a servir como rede de troca de informações. Jéssica descobriu, por exemplo, que uma amiga da própria equipe também estava esperando um bebê.

As duas chegaram a realizar ultrassons na maternidade e celebraram juntas a coincidência de atravessar a gravidez no mesmo período.

Obstetra está no nono mês e aguarda nascimento

Outra integrante do grupo é a enfermeira obstetra Isabella Mesquita, que já chegou ao nono mês de gestação e espera o nascimento do bebê a qualquer momento.

A experiência anterior faz com que ela se prepare para diferentes possibilidades. O primeiro filho nasceu inesperadamente em um parto domiciliar.

Por considerar que o segundo nascimento também pode acontecer rapidamente, Isabella já organizou como deverá proceder caso seja necessário buscar atendimento hospitalar.

A expectativa também envolve a família. Segundo ela, a filha pergunta diariamente quando o irmão nascerá.

Trabalho muda assim que gravidez é confirmada

As onze funcionárias continuam trabalhando durante a gestação, mas deixam o contato direto com determinados ambientes hospitalares.

A mudança ocorre porque gestantes não permanecem em áreas classificadas como insalubres. Com isso, as profissionais são transferidas para atividades administrativas até o início da licença-maternidade.

A reorganização obrigou a maternidade a recompor temporariamente parte das equipes que atuam diretamente no atendimento.

Profissionais contratados passam a ocupar essas funções enquanto as gestantes seguem em outras áreas ou posteriormente permanecem afastadas após o nascimento dos filhos.

Experiência profissional agora chega à vida pessoal

Trabalhar em uma maternidade também influencia a forma como as funcionárias vivem esse período.

Com gestantes em fases diferentes, quem está mais próxima do nascimento pode compartilhar experiências com colegas que ainda estão nos primeiros meses.

A proximidade de médicos e outros profissionais de saúde também é apontada pelas gestantes como uma fonte de apoio diante das dúvidas que aparecem ao longo da gravidez.

Para Thaís, que terá o primeiro filho, existe ainda outra expectativa: descobrir como será colocar em prática, dentro da própria casa, conhecimentos que durante anos fizeram parte das orientações dadas a outras mães.

Depois de acompanhar pacientes em diferentes etapas da maternidade, ela agora se prepara para viver a experiência do outro lado.

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