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Quatro bolivianos são presos com quase 5 kg de drogas sintéticas em MS

Ação conjunta resultou na apreensão de quase 5 quilos de drogas sintéticas em Corumbá - Foto: Divulgação

Apreensões ocorreram em duas ações em Corumbá e envolveram substâncias compatíveis com ecstasy destinadas à Bolívia

Quatro bolivianos foram presos após duas apreensões de drogas sintéticas realizadas em ações conjuntas da Polícia Federal e da Receita Federal em Corumbá, na fronteira de Mato Grosso do Sul com a Bolívia.

Ao todo, foram localizados quase 5 quilos de substâncias com características compatíveis com ecstasy, incluindo compostos como MDA, MDMA e MDEA.

As apreensões ocorreram em dois flagrantes distintos. Em um deles, foram encontrados aproximadamente 3,9 quilos. No outro, cerca de 1 quilo.

Drogas estavam em diferentes formas

Segundo as informações divulgadas, os entorpecentes estavam em pó, cristais e outras apresentações sólidas.

O material foi apreendido durante ações integradas de inteligência, investigação e fiscalização realizadas pelos dois órgãos federais.

Os quatro suspeitos foram presos no contexto dessas operações.

Polícia investiga origem no Sudeste

Os elementos reunidos até agora indicam que as drogas podem ter vindo da região Sudeste do Brasil.

O destino final seria Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.

A investigação, no entanto, ainda trabalha para confirmar a origem das substâncias e identificar todos os envolvidos na movimentação da carga.

Rota seria usada em logística reversa do tráfico

A apuração aponta que os entorpecentes estavam sendo enviados em uma dinâmica considerada de logística reversa do tráfico.

Nesse modelo, drogas produzidas ou distribuídas a partir do território brasileiro seguem em direção a outros países, invertendo rotas mais conhecidas do tráfico internacional na fronteira.

Segundo os investigadores, esse tipo de estratégia pode ser usado para dificultar a identificação das remessas e das pessoas envolvidas.

Investigação continua

Polícia Federal e Receita Federal seguem trabalhando para identificar outros participantes do esquema.

A apuração também busca mapear a cadeia logística utilizada para transportar as drogas e entender como essa modalidade de tráfico sintético tem operado na região de fronteira.

Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre a identidade dos presos nem sobre eventual participação deles em outras remessas.

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