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Brasileira conquista nota mais alta da turma em Harvard

Sarah Aguiar Monteiro Borges, natural de Goiânia e bolsista integral, foi reconhecida com o prestigiado Sophia Freund Prize após atingir o melhor desempenho acadêmico entre quase 2 mil formandos da Universidade de Harvard.

Com apenas 22 anos, a goiana Sarah Aguiar Monteiro Borges escreveu seu nome na história da educação brasileira. Formada em Psicologia pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, Sarah recebeu a maior honraria acadêmica concedida pela instituição: o Sophia Freund Prize, um prêmio reservado aos estudantes com a nota mais alta da turma.

Sarah não apenas se destacou entre seus colegas — quase dois mil alunos da turma de 2025 — como se tornou a primeira brasileira a conquistar o reconhecimento, oferecido apenas àqueles que se formam com a classificação summa cum laude, o mais alto grau de excelência acadêmica das universidades norte-americanas.

“Meu eu de 17 anos, que sequer tinha escrito uma redação em inglês, jamais imaginaria um dia se formar em Harvard com a maior nota da turma”, escreveu Sarah nas redes sociais, emocionada com a conquista.

O prêmio, que também contempla um valor simbólico de mil dólares (aproximadamente R$ 5.500), representa mais do que um feito acadêmico: é o reflexo de uma jornada de superação, disciplina e curiosidade intelectual. Bolsista integral durante toda a graduação, Sarah é também a primeira mulher brasileira a presidir a Associação de Harvard para a Democracia nas Américas — organização que reúne líderes estudantis de todo o continente.

Durante sua gestão, a jovem levou pela primeira vez em 30 anos a conferência internacional Summit of the Americas ao Brasil. Segundo colegas, sua liderança inspiradora e comprometida transformou a atuação da entidade, ampliando sua visibilidade e impacto.

Agora, Sarah prepara-se para um novo desafio: o doutorado em Psiquiatria na Universidade de Cambridge, no Reino Unido, com apoio da cobiçada bolsa Gates Cambridge, uma das mais disputadas do mundo. O foco da pesquisa será a saúde mental de jovens em contextos de vulnerabilidade, com especial atenção ao estigma social que dificulta o acesso aos serviços de tratamento psicológico.

Durante a graduação, Sarah já havia iniciado investigações nesse campo. Ela concluiu que jovens de grupos marginalizados tendem a evitar o cuidado com a saúde mental, seja por preconceito, desconhecimento ou barreiras institucionais. Em sua pesquisa futura, espera aprofundar essas descobertas: quais formatos de atendimento são realmente eficazes? E como adaptá-los a diferentes realidades culturais e socioeconômicas?

“Como a primeira pessoa do meu estado a estudar em Harvard College, e agora a primeira bolsista Gates Cambridge de Goiás, sinto uma forte responsabilidade de usar minhas oportunidades para promover o bem-estar daqueles que normalmente são esquecidos pela política e pela ciência”, afirmou em uma de suas publicações recentes.

Sarah cresceu em Goiânia e estudou em escolas públicas e particulares da cidade antes de conquistar uma vaga em Harvard, com bolsa integral para custear não só os estudos, mas também moradia, alimentação e despesas pessoais. O caminho, como ela mesma narra, foi cheio de incertezas e obstáculos.

“No começo, eu achava que nunca ia me adaptar. A língua, a cultura, o rigor acadêmico… tudo era muito novo. Mas com o tempo, entendi que a educação transforma. E que eu também poderia transformar os espaços que ocupasse”, contou.

Nas redes sociais, ex-colegas, professores e lideranças estudantis de diversos países celebraram a conquista da brasileira. Eduardo Vasconcelos, ex-presidente da Associação de Harvard para a Democracia nas Américas, foi um dos primeiros a homenageá-la: “Sarah é prova de que talento, dedicação e empatia podem abrir as maiores portas do mundo. Ela representa um Brasil que acredita na educação como caminho.”

Apesar do reconhecimento internacional, Sarah mantém os pés no chão e segue com os mesmos princípios que a guiaram desde o início. “Depois de muitas aventuras inesperadas, encerro esse capítulo com o mesmo sonho que me motivou a começar: o desejo genuíno de contribuir para um futuro mais justo e mais saudável para todos.”

Sua trajetória já inspira uma nova geração de estudantes brasileiros a olhar para o exterior não como um luxo inatingível, mas como uma oportunidade real — possível com esforço, orientação e apoio.

Para muitos, Sarah Borges é hoje mais do que a brasileira com a melhor nota em Harvard: ela é o símbolo de que a educação pode, sim, mudar vidas e construir pontes entre mundos diferentes.

Para mais notícias sobre educação, confira o Portal E-Brasil.

Autoria: Sarah Pacini

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