Serviço compartilhado da JET será avaliado pela Agetran antes de possível regulamentação definitiva
Campo Grande dá nesta terça-feira (7) o primeiro passo para testar o uso de patinetes elétricos compartilhados nas ruas da Capital. A Agência Municipal de Transporte e Trânsito realiza, às 15h, na Praça Ary Coelho, o lançamento da fase experimental do serviço operado pela empresa JET.
A ação marca o início de uma etapa de avaliação da micromobilidade urbana no município. Durante o período de testes, a Agetran vai acompanhar o funcionamento do sistema em condições reais de uso, antes de uma possível consolidação do serviço.
O evento recebeu o nome de “Mobilidade que Conecta – Lançamento da Fase de Testes dos Patinetes Compartilhados da JET”.
Monitoramento da operação
Durante a fase experimental, equipes técnicas da Agetran vão observar como os patinetes serão utilizados pela população. A análise incluirá pontos como locais de maior procura, comportamento dos usuários, integração com a estrutura cicloviária e impactos no trânsito.
Também será avaliada a forma como o serviço se adapta ao espaço público, especialmente em relação à segurança de pedestres, condutores e usuários dos equipamentos.
A empresa JET deverá cumprir as exigências previstas nas portarias publicadas pela Agência, incluindo compartilhamento de dados operacionais, monitoramento da frota, atendimento aos usuários e respeito às normas de segurança.
Regras para uso
As portarias que regulamentam a operação em caráter experimental definem regras para circulação dos equipamentos de mobilidade individual autopropelidos. Entre os pontos previstos estão normas de estacionamento, limites de velocidade, responsabilidades das empresas operadoras e organização do uso no espaço urbano.
As informações coletadas durante os testes servirão de base para ajustes no modelo de operação. O objetivo é subsidiar futuras decisões sobre a regulamentação definitiva da micromobilidade compartilhada em Campo Grande.
Segurança será prioridade
O diretor-presidente da Agetran, Ciro Vieira Ferreira, afirmou que a fase de testes é necessária para avaliar o funcionamento do serviço na prática e identificar possíveis melhorias antes de uma implantação definitiva.
“A Agetran vem conduzindo esse processo com responsabilidade e planejamento. A fase experimental é fundamental para avaliarmos o funcionamento do serviço na prática, identificarmos possíveis ajustes e garantirmos que a implantação aconteça com segurança para usuários, pedestres e todos que utilizam o sistema viário”, afirmou.
Segundo Ciro, a proposta é oferecer novas alternativas de deslocamento à população, com base em critérios técnicos e foco na melhoria da mobilidade urbana.
Acompanhamento contínuo
A Agetran informou que o serviço será acompanhado durante todo o período de testes. Caso sejam identificados problemas ou necessidade de mudanças, a operação poderá passar por ajustes.
A fase experimental também ajudará o município a entender como os patinetes compartilhados podem funcionar dentro da rotina da cidade, considerando segurança viária, circulação nas vias, integração com outros modais e organização dos espaços públicos.
