Araruna Fest será realizado no dia 11 de dezembro e promete uma noite de nostalgia, atitude e clássicos do rock brasileiro com shows gratuitos e espaço gastronômico diversificado
A cena musical de Campo Grande ganhará um reforço de peso para encerrar o ano de 2025: o Araruna Fest, festival que reunirá grandes nomes do rock brasileiro da década de 1980, está marcado para o dia 11 de dezembro e promete agitar gerações com uma programação voltada ao som que marcou uma era. No palco, estarão Lobão Power Trio, Plebe Rude e Zero, bandas que ajudaram a definir a sonoridade contestadora e urbana do Brasil dos anos 80.
Mais do que uma simples celebração da música, o festival representa um reencontro entre o público e a memória afetiva de uma época marcada pela resistência artística, letras provocativas e riffs inesquecíveis. A entrada será gratuita, e os organizadores já adiantam que a noite contará ainda com estrutura gastronômica para o público curtir com conforto e sabor.
Lobão Power Trio: clássicos em versão visceral
Um dos destaques da noite será a apresentação de Lobão, artista multifacetado e provocador, que ao longo de quatro décadas se consolidou como uma das figuras mais inquietas da música brasileira. No Araruna Fest, ele se apresenta no formato power trio, acompanhado por Willian Paiva (bateria e vocais de apoio) e Guto Passos (baixo e vocais).
A performance promete reunir sucessos imortais como “Me Chama”, “Vida Bandida”, “Decadence Avec Elegance” e “Corações Psicodélicos”, que marcaram uma geração com sua mistura de lirismo urbano e atitude irreverente. Mas o show também promete surpresas e músicas do repertório mais recente, mostrando que a criatividade do artista segue pulsando.
“É um show que fala do passado com os olhos no presente. É cru, direto, mas cheio de emoção e energia”, comentou Lobão em entrevista recente sobre a turnê atual.
Plebe Rude: o rock como instrumento político
Outra presença icônica confirmada no festival é a da banda Plebe Rude, nome central da explosão do rock de Brasília nos anos 80. Criada em 1981, a banda sempre se destacou por seu engajamento político, letras afiadas e posicionamento crítico diante das estruturas sociais — marcas que seguem firmes mesmo após mais de 40 anos de estrada.
No Araruna Fest, a Plebe Rude promete um repertório recheado de clássicos como “Até Quando Esperar”, “Brasília”, “Proteção” e “Censura”, músicas que foram trilha sonora de um Brasil em transição democrática e que ainda ecoam com força nas lutas contemporâneas.
O vocal firme e as guitarras marcantes seguem intactos, fazendo da Plebe uma banda atemporal. “Nossas músicas falam de um passado que, infelizmente, ainda é presente. Por isso continuamos nos palcos: para provocar reflexão e manter vivo o espírito do rock como ferramenta de transformação”, diz o vocalista Philippe Seabra.
Zero: romantismo e existencialismo oitentista
Fechando o trio de atrações, a banda Zero, liderada pelo cantor Guilherme Snard, traz para o palco a poesia melancólica e elegante que marcou seus grandes sucessos. Hits como “Formosa”, “Agora Eu Sei” e “Quimeras” continuam sendo hinos para quem viveu (ou redescobriu) a estética sofisticada da new wave brasileira.
A banda ficou conhecida por unir sonoridade refinada com letras densas e emocionais, sendo uma das principais referências da vertente mais introspectiva e dramática do rock nacional dos anos 80. O show no Araruna Fest é uma oportunidade rara de ver ao vivo esse repertório que moldou o imaginário de uma geração.
Gastronomia e clima de celebração
Além da música, o festival contará com um Espaço Gastronômico, com diferentes opções de comidas e bebidas para atender ao público durante toda a noite. A ideia é transformar o evento em uma verdadeira experiência cultural, reunindo pessoas de todas as idades para celebrar não só a música, mas também os encontros e a memória coletiva.
Segundo os organizadores, a proposta é trazer um ambiente democrático e acolhedor, em que fãs antigos possam reviver momentos e novas gerações possam ter o primeiro contato ao vivo com artistas que ajudaram a moldar a identidade do rock brasileiro.
Ingressos e informações
Apesar de o festival ser gratuito, os ingressos ainda não foram liberados, mas a organização já informou que os detalhes sobre retirada e regras de acesso serão divulgados em breve através do perfil oficial do Araruna Fest no Instagram.
Enquanto isso, fãs de diferentes faixas etárias já manifestam a expectativa nas redes sociais, muitos celebrando a volta de artistas que marcaram sua juventude, outros curiosos por conhecer a força desses nomes ao vivo.
Um final de ano em tom de resistência cultural
Com o Araruna Fest, Campo Grande encerra 2025 em alto volume, reforçando sua posição como palco importante para a circulação de artistas nacionais e apostando na valorização de eventos culturais de acesso amplo.
Mais do que uma noite de nostalgia, o festival é um lembrete de que o rock brasileiro segue vivo, potente e necessário — especialmente em tempos que pedem reflexão, autenticidade e coragem.
Autoria: Sarah Pacini
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