O cantor Netinho precisou ser internado em Salvador, na Bahia, enfrentando uma recidiva de seu linfoma não Hodgkin. Com 60 anos de idade, o músico optou por se afastar completamente de eventos públicos e de suas contas nas redes sociais com o objetivo de concentrar suas energias no tratamento médico, conforme detalhou um comunicado emitido por sua assessoria nesta quarta-feira (30).
“Novas atualizações serão divulgadas assim que houver uma resposta sobre os resultados do tratamento”, diz a postagem.
Entendendo o linfoma não Hodgkin O linfoma representa uma categoria de câncer hematológico que acomete o sistema linfático, tendo os tumores formados primariamente nos linfonodos, que funcionam como defesas do corpo contra agentes agressores.
Essa patologia é classificada conforme o padrão de disseminação das células malignas. No modelo de Hodgkin, o espalhamento acontece de maneira estruturada, progredindo entre cadeias de linfonodos. Por outro lado, no linfoma não Hodgkin, diagnosticado no artista, a propagação ocorre de forma desordenada.
Fatores e abordagens terapêuticas Na maior parte das vezes, a origem exata do linfoma não é identificada, surgindo mutações espontâneas. Elementos como histórico genético na família, certas infecções (como HIV e hepatite C) e enfermidades autoimunes configuram fatores de risco conhecidos.
As opções de cuidado dependem do perfil de cada paciente e do estágio do tumor. Quimioterapia e radioterapia compõem o protocolo inicial, podendo incluir imunoterapia com células CAR-T e transplante de medula óssea.
O significado clínico de uma recidiva Quando a doença permanece controlada e ausente de exames, o paciente entra em remissão. Embora seja confundida com a cura definitiva, trata-se de uma etapa que demanda acompanhamento médico rigoroso devido à possibilidade de retorno do tumor.
A recidiva acontece justamente quando o câncer volta a se manifestar ou crescer. O cantor recebeu o diagnóstico do linfoma em março de 2025 e, no mesmo ano, chegou a anunciar que estava sem vestígios da enfermidade. Contudo, em maio deste ano, o retorno da doença foi confirmado, levando-o a reiniciar as sessões de quimioterapia. O reaparecimento pode ocorrer na região original ou em outras áreas do corpo.
