A instalação de dois pórticos de pedágio eletrônico na BR-267 foi o principal alvo de críticas durante uma audiência pública realizada na última sexta-feira (6). O deputado estadual Caravina participou do encontro e expressou forte preocupação com a localização das estruturas, especialmente a prevista entre o distrito de Nova Porto XV e a sede de Bataguassu.
Impactos na rotina dos moradores
O parlamentar questionou o ponto escolhido para a cobrança, argumentando que a medida pode prejudicar diretamente a população que transita diariamente entre as duas regiões para trabalhar, estudar, buscar atendimento em serviços públicos ou movimentar o comércio local. A comunidade e o Ministério Público também se posicionaram contra o local planejado para o equipamento.
O funcionamento do sistema free flow na rodovia
O modelo adotado substitui as tradicionais praças físicas por estruturas tecnológicas de cobrança automática por leitura de placas ou tags, dispensando o uso de cancelas. Contudo, o pórtico projetado próximo ao quilômetro 23 gerou debates intensos devido à sua interferência direta na mobilidade urbana e regional de Bataguassu.
Propostas e encaminhamentos oficiais
Além da discussão sobre o pedágio, o evento abordou os reflexos da criação do Rodoanel na infraestrutura local e na rotina dos habitantes. Ao término da reunião, um documento com demandas oficiais foi aprovado para ser enviado à Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (AGEMS), ao Governo do Estado e à concessionária Caminhos da Celulose.
As solicitações incluem a alteração no posicionamento do pórtico, a garantia de gratuidade na tarifa para quem reside em Nova Porto XV e a revisão do traçado do Rodoanel. Os pedidos surgiram no contexto da revisão do Plano Diretor Municipal, servindo para assegurar que as obras de mobilidade não prejudiquem o desenvolvimento socioeconômico da região.
