Ministério Público aponta contradições e ausência de evidências
Arquivamento das investigações sobre a morte do cão Orelha, em Santa Catarina, expôs uma apuração marcada por lacunas, versões divergentes e ausência de provas conclusivas. A decisão foi confirmada nesta terça-feira (12) pelo Ministério Público estadual.
Perícia afasta suspeita inicial
De acordo com o órgão, análises técnicas indicaram que os adolescentes investigados não estiveram com o animal no momento apontado inicialmente.
Os dados mostram que o cão e um dos jovens estavam a cerca de 600 metros de distância, o que enfraqueceu a hipótese de agressão direta.
Falta de provas sustentou decisão
Apesar da repercussão nacional do caso, não foram apresentadas provas materiais que confirmassem a causa da morte ou a autoria de possíveis agressões.
O animal foi encontrado ferido em janeiro e morreu no dia seguinte, mas exames posteriores não conseguiram determinar com precisão o que provocou os ferimentos.
Investigação teve versões conflitantes
Ao longo da apuração, diferentes linhas de investigação foram adotadas e posteriormente descartadas.
Entre os pontos levantados:
- suspeitos indicados sem comprovação direta
- vídeos considerados inconsistentes
- relatos divergentes sobre a dinâmica do caso
- uso de elementos que não se confirmaram
Laudo não concluiu causa da morte
A perícia não identificou fraturas nem conseguiu apontar de forma definitiva a origem dos ferimentos.
Mesmo com novas diligências autorizadas pela Justiça, o material reunido foi considerado insuficiente para sustentar acusações.
Caso ganhou repercussão nacional
A morte do cão comunitário mobilizou moradores e ganhou destaque em todo o país, gerando homenagens e debates sobre maus-tratos a animais.
Polícia concluiu inquérito
A Polícia Civil informou que finalizou as investigações e encaminhou o caso ao Ministério Público, responsável pela decisão de arquivamento.
O órgão destacou que atua de forma independente na análise dos autos.
O que diz a Polícia Civil?
Confira abaixo a nota da Polícia Civil:
A Polícia Civil de Santa Catarina informa que concluiu as investigações relacionadas ao caso e realizou, oportunamente, a divulgação oficial das medidas adotadas no âmbito do inquérito policial.
Após a conclusão do procedimento, os autos foram encaminhados ao Ministério Público de Santa Catarina, órgão constitucionalmente responsável por eventual oferecimento de denúncia ou arquivamento.
A Polícia Civil de Santa Catarina e o Ministério Público de Santa Catarina atuam de forma independente, dentro das atribuições previstas na legislação. Assim, eventuais manifestações sobre a decisão de arquivamento do caso competem exclusivamente ao Ministério Público.
