Lançado no primeiro semestre para acirrar a disputa entre os SUVs de entrada, o Chevrolet Sonic chegou ao mercado para rivalizar diretamente com modelos como Fiat Pulse, Renault Kardian e Volkswagen Tera. Desenvolvido sobre a plataforma GEM — a mesma utilizada pela linha Onix —, o crossover é montado na fábrica de Gravataí (RS) e ocupa estrategicamente o espaço entre o Onix Activ e o Tracker no portfólio da montadora. Submetemos a versão topo de linha Sonic RS a um teste de 10 dias, cobrindo cerca de 570 quilômetros entre trechos de cidade e rodovia.
Impressões ao dirigir e vida a bordo
Embora seja homologado como SUV pelo Inmetro, a vivência ao volante do Sonic aproxima o veículo do comportamento de um hatchback. A posição de dirigir é baixa, guardando forte semelhança com a experiência oferecida por Onix e Onix Plus. Em termos de postura, entre os concorrentes diretos, o Kardian é o que entrega uma sensação mais genuína de utulitário esportivo.
No trânsito urbano, o modelo garante boa dirigibilidade, favorecida pela empunhadura do volante de borda mais fina. O conjunto de suspensão adota acerto firme, atendendo ao gosto do motorista brasileiro, e conta com molas e amortecedores pressurizados do tipo Multi-Tunable Valve, recalibrados com exclusividade para o crossover.
Apesar do bom acerto dinâmico, ressalva-se que a unidade avaliada apresentou um ruído vindo da região traseira, cuja origem não foi identificada durante o teste. Outro ponto fraco é o sistema de carregamento de celular por indução: sem um fluxo de ventilação dedicado ao smartphone, o carregamento mostrou-se lento e pouco eficiente no uso prático.
Desempenho e consumo de combustível
O conjunto mecânico do Chevrolet Sonic RS é composto pelo motor 1.0 turboflex de 115 cv de potência e 18,9 kgfm de torque, aliado ao câmbio automático de seis marchas. Conforme dados de fábrica, o modelo acelera de 0 a 100 km/h em cerca de 10 segundos, levando 8 segundos na retomada de 80 a 120 km/h.
Durante os testes abastecido com gasolina, os números de consumo registraram:
- Ciclo urbano: média de 9,4 km/l após 388 quilômetros rodados na cidade;
- Ciclo rodoviário: média de 17,2 km/l registrada no painel ao longo de um trajeto de aproximadamente 50 quilômetros, respeitando os limites das vias e mantendo condução suave.
Porta-malas e dimensões comparativas
Nas medidas de carroceria, o Sonic sobressai frente a Pulse, Kardian e Tera como o maior da categoria. O modelo ostenta 4,23 metros de comprimento, 1,77 m de largura e 2,55 m de distância entre-eixos. A cabine acomoda os ocupantes com espaço condizente com o segmento, enquanto o porta-malas tem capacidade para 392 litros.
Segurança e conectividade reforçadas
A configuração topo de linha RS agrega assistentes avançados à condução. O veículo conta com comutação automática dos faróis altos para evitar o ofuscamento da visão de outros motoristas e lança a nova geração do sistema Chevrolet Intelligent Driving.
A tecnologia utiliza uma câmera frontal HD que ampliou a área de cobertura em 40%. Com isso, a frenagem autônoma de emergência passa a atuar na faixa de 8 km/h a 130 km/h. O sistema também é capaz de identificar diferenças de textura entre a pista e a margem do asfalto, auxiliando na permanência na faixa de rodagem.
No interior, o painel de instrumentos digital tem 8 polegadas, enquanto o sistema multimídia possui tela de 11 polegadas levemente virada para o condutor. O pareamento sem fio via Apple CarPlay e Android Auto realiza-se com rapidez logo após a partida do motor.
5 curiosidades sobre o Chevrolet Sonic RS
Confira os principais detalhes exclusivos da versão testada:
1. Acabamento esportivo
A opção RS conta com detalhes visuais próprios, incluindo ambiente interno escurecido, costuras em tom vermelho e cintos de segurança na mesma cor.
2. Assistente de estacionamento
O sistema Easy Park é item de série exclusivo da versão RS, realizando manobras automáticas no esterçamento do volante em vagas paralelas e perpendiculares.
3. Suspensão com acerto dedicado
Molas, batentes e amortecedores receberam calibração específica para o modelo, combinando estabilidade e absorção de impactos.
4. Ampla atuação da frenagem autônoma
O recurso de frenagem de emergência cobre uma faixa abrangente de velocidade (de 8 a 130 km/h).
5. Rack de teto funcional
As barras no teto têm capacidade real de carga para transportar até 50 kg de equipamentos ou bagagens extras.
