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CNJ determina que TJMS devolva pagamentos indevidos a magistrados

Tribunal de Justiça de MS será obrigado a devolver pagamentos indevidos - Foto: Reprodução

Tribunal de Justiça de MS será obrigado a devolver pagamentos indevidos - Foto: Reprodução

Auditoria identificou irregularidades em férias, 13º salário e abonos; tribunal poderá descontar valores direto na folha

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) devolva pagamentos indevidos a magistrados, conhecidos como “penduricalhos”. A decisão do ministro Mauro Campbell Marques foi publicada na última segunda-feira (8) e se baseia em auditoria realizada em maio deste ano.

Irregularidades identificadas
A auditoria apontou falhas na base de cálculo de verbas como:

Foram analisadas folhas de pagamento de magistrados ativos, inativos e pensionistas referentes a abril de 2026. Em um dos casos, um juiz auxiliar recebeu R$ 33 mil a mais do que o correto. A irregularidade ocorreu porque o TJMS incluiu a rubrica “Indenização de cargo” no cálculo, quando a parcela é temporária e não deveria compor a base das indenizações, conforme entendimento do STJ.

Exemplos de diferenças identificadas pelo CNJ

VerbaCalculado pelo TJMSCorreto pelo CNJDiferença a mais
Abono pecuniário (10 dias)R$ 30.559,44R$ 27.025,22+ R$ 3.533,62
Abono de férias (30 dias)R$ 22.919,58R$ 20.269,37+ R$ 2.650,21
Gratificação natalina (13º)R$ 68.758,54R$ 60.808,10+ R$ 7.950,64
Férias indenizatórias (30 dias)R$ 104.411,42R$ 87.833,92+ R$ 16.577,50
Licença compensatória (10 dias)R$ 26.102,85R$ 23.231,79+ R$ 2.871,06

Procedimentos de devolução
O TJMS está autorizado a descontar os valores diretamente na folha de pagamento durante os meses de junho e julho. Após o processo, o tribunal deverá apresentar comprovante de quitação integral dos débitos para encerrar o caso.

Contexto legal
Os “penduricalhos” são verbas indenizatórias que elevam a remuneração dos magistrados acima do teto constitucional. Em abril, o STF definiu critérios para pagamentos dessas verbas, visando reduzir gastos e irregularidades. A medida do CNJ segue essa linha de correção administrativa.

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