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Duas novas espécies de escorpiões são descobertas na Amazônia

Com luz ultravioleta, duas novas espécies de escorpiões são descobertas na Amazônia

Pesquisadores do Laboratório de Imunologia e Toxinologia da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual Paulista (Unesp) identificaram duas novas espécies de escorpiões na região da Cachoeira do Evandro, no município de Mucajaí, em Roraima. Os animais, batizados de Cayooca puchus e Brotheas cernii, foram localizados na base de um inselberg, que é uma elevação rochosa isolada em meio à floresta.

Como foi feita a localização dos animais

A descoberta ocorreu após anos de expedições e coletas na área. Durante as buscas noturnas realizadas em outubro de 2022, os cientistas utilizaram lanternas ultravioleta, uma ferramenta eficaz porque a carapaça dos escorpiões apresenta fluorescência sob esse tipo de iluminação. O trabalho envolveu a análise de exemplares de diferentes idades e sexos para garantir a precisão taxonômica.

Detalhes morfológicos e taxonomia

As análises compararam o tamanho, a coloração, a granulação corporal e outras estruturas anatômicas dos animais com espécies já conhecidas. O processo contou com a colaboração de especialistas da Universidade Federal Rural de Pernambuco, do Instituto Butantan e da Universidade Nacional Autônoma do México.

Os animais integram a família Chactidae, predominante nas Américas e muito diversificada na Amazônia. O Cayooca puchus mede entre 3,2 e 5,1 centímetros e apresenta granulação corporal densa. Já o Brotheas cernii tem comprimento entre 4,5 e 5,7 centímetros, com corpo menor e granulação intensa.

Importância ambiental e saúde pública

O isolamento proporcionado pelo inselberg pode ter favorecido o surgimento das novas espécies ao limitar a dispersão e o fluxo gênico. Além de ampliarem o inventário da biodiversidade amazônica, os animais trazem novos horizontes para a pesquisa de venenos, cujas moléculas já estão sendo analisadas pela Unesp para possíveis aplicações farmacêuticas e biomédicas.

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