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Congresso vai debater aumento da licença-paternidade após recesso

STF deu 18 meses para o Congresso regulamentar o tema, mas prazo terminou em julho. Propostas vão de 15 até 60 dias de afastamento para os pais.

Aumento da licença-paternidade será prioridade no Congresso após recesso parlamentar

Com o fim do recesso legislativo em 4 de agosto, o Congresso Nacional deve colocar em pauta o aumento da licença-paternidade no Brasil, tema que se tornou urgente após o fim do prazo determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para sua regulamentação.

A Corte reconheceu em 2023 a omissão do Legislativo, que desde a Constituição de 1988 não regulamentou o período definitivo da licença para pais. O prazo de 18 meses venceu neste mês de julho, deixando o Congresso pressionado a avançar no debate.

Proposta pronta para votação na Câmara

Na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 3935/08, que amplia de 5 para 15 dias a licença-paternidade, já tem urgência aprovada e está apto a ir direto ao plenário. O texto contempla tanto pais biológicos quanto adotivos, e garante ainda 30 dias de estabilidade no emprego após o fim da licença.

Propostas no Senado variam de 20 a 60 dias

O Senado Federal discute diversas propostas, entre elas:

Pressão da sociedade civil e articulação parlamentar

A Frente Parlamentar Mista pela Licença Paternidade, em conjunto com a bancada feminina, tem articulado apoio para ampliar o benefício a pelo menos 60 dias — mesmo que gradualmente. A ideia é começar com 30 dias, e ampliar com o tempo.

“A gente acha que é possível ampliar, mas não é da noite para o dia. O texto mais antigo fala em 15 dias, o mais recente mira 60. Estamos negociando a transição”, afirmou a deputada Tabata Amaral (PSB-SP), presidente da Frente.

Brasil abaixo da média internacional

Atualmente, o Brasil oferece apenas 5 dias de licença-paternidade, conforme a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A Constituição previa que esse período seria temporário, até a aprovação de uma lei complementar, o que nunca ocorreu.

Enquanto isso, países como Espanha, Finlândia e Holanda já garantem 30 dias ou mais de afastamento aos pais. No entanto, a maioria das nações ainda oferece períodos inferiores a 15 dias, semelhante ao modelo atual brasileiro.

Para mais notícias sobre política, confira o Portal E-Brasil.

Autoria: Sarah Pacini

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