A cota anual de exportação de carne bovina brasileira para a China já alcançou cerca de 65% do total previsto para 2026, considerando volumes já consumidos e embarques em trânsito. O avanço acende um alerta no setor para o planejamento das vendas no segundo semestre.
Dados reunidos pela Terra Investimentos, com base em informações da alfândega chinesa (GACC) e da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), mostram que a demanda segue aquecida e pode levar ao esgotamento do limite antes do previsto.
Avanço acelerado da cota
Entre janeiro e março, a China importou 512,03 mil toneladas de carne bovina brasileira, o equivalente a 46% da cota total, que neste ano é de 1,106 milhão de toneladas.
Além disso, cerca de 205 mil toneladas já foram embarcadas e ainda estão a caminho dos portos chineses. Somados, esses volumes elevam o comprometimento da cota para aproximadamente 717 mil toneladas.
Brasil lidera exportações
No cenário internacional, o Brasil mantém a liderança isolada como principal fornecedor de carne bovina para a China no período analisado.
O volume exportado pelo país supera com folga outros concorrentes. A Argentina aparece na segunda posição, com 140,5 mil toneladas, enquanto a Austrália soma 105,27 mil toneladas no mesmo intervalo.
Previsão de esgotamento
Com média mensal de importação em torno de 170 mil toneladas no primeiro trimestre, o mercado projeta que a cota pode ser totalmente preenchida até a primeira quinzena de julho.
Caso o ritmo de embarques se mantenha elevado, há possibilidade de o limite ser atingido ainda entre o fim de junho e o início de julho.
Impactos no segundo semestre
A antecipação do esgotamento da cota deve influenciar diretamente o fluxo de exportações ao longo do restante do ano.
Com menor margem dentro do limite, exportadores e importadores tendem a ajustar estratégias logísticas e comerciais, especialmente diante da importância do mercado chinês para o setor brasileiro.
Contexto do mercado
A China segue como principal destino da carne bovina do Brasil, sustentando a demanda internacional pela proteína.
O cenário reforça a pressão sobre os volumes disponíveis e indica que o desempenho das exportações continuará sendo um fator decisivo para o agronegócio em 2026.
