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Deputado Vander Loubet articula apoio a Lula em MS

Deputado do PT quer incluir lideranças fora da bolha petista e revela estratégia para ampliar palanque de Lula em Mato Grosso do Sul

Com foco total nas eleições de 2026, o deputado federal Vander Loubet (PT-MS), que também preside o diretório regional do Partido dos Trabalhadores em Mato Grosso do Sul, intensificou nesta semana as articulações para construir uma frente ampla em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Estado.

Em agenda nesta terça-feira (19), Vander esteve na Câmara de Vereadores de Campo Grande, onde anunciou que um grupo de parlamentares e lideranças locais do PT seguirá para Brasília ainda neste mês para dialogar com o presidente Lula e com figuras centrais do partido, como Gleisi Hoffmann, ministra da Secretaria de Relações Institucionais, e Edinho Silva, presidente nacional da legenda.

O objetivo da movimentação é claro: fortalecer a base política de Lula em Mato Grosso do Sul, um estado onde o petista enfrentou dificuldades nas últimas eleições e foi derrotado por Jair Bolsonaro (PL) em 2022.

Aliados estratégicos e o retorno de Fábio Trad à cena política

Ao lado de Vander, integram o grupo de articulação a deputada federal Camila Jara e o deputado estadual Zeca do PT, ambos nomes influentes da legenda no estado. O trio pretende abrir espaço na agenda presidencial para alinhar estratégias e garantir que Mato Grosso do Sul tenha protagonismo na corrida eleitoral de 2026.

Outro nome que desponta como peça importante neste tabuleiro político é o do ex-deputado federal e advogado Fábio Trad, que deve se filiar oficialmente ao PT no dia 30 de agosto. Embora não haja confirmação de candidatura, a chegada de Trad é vista como simbólica e estratégica: ele é considerado uma voz moderada, respeitada em diferentes espectros políticos do estado.

“Ele está vindo para conhecer o chão de militância do PT, e não para ser candidato, pelo menos por enquanto”, explicou Vander ao ser questionado sobre os planos de Trad. A aproximação do ex-parlamentar com o PT sinaliza um movimento que vai além das disputas locais: trata-se de uma tentativa clara de ampliar a base eleitoral de Lula e romper a barreira da polarização ideológica.

Simone Tebet no radar: apoio, não filiação

Outro nome importante que surge como possível reforço na estratégia petista é o da ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB). Embora Vander descarte qualquer possibilidade de filiação da ex-senadora ao PT, ele afirmou que a intenção do grupo é convidá-la para integrar o palanque de Lula em Mato Grosso do Sul, repetindo a aliança que foi construída nacionalmente em 2022.

“O que queremos é que ela esteja conosco no palanque do presidente aqui no Estado. Respeitamos o que ela quiser ser, o importante é quebrar essa bolha do nosso campo petista, trazer gente de fora, de outros espectros democráticos”, ressaltou Vander.

A fala indica que a estratégia do PT para o Mato Grosso do Sul em 2026 não será centrada apenas na militância tradicional, mas sim na construção de uma base mais ampla, plural e dialogada — uma lição aprendida nas urnas diante da força da direita no estado.

PT busca ‘furar a bolha’ e ampliar seu alcance eleitoral no MS

O desafio de Lula em Mato Grosso do Sul não é pequeno. No pleito de 2022, o presidente obteve votação inferior à de Bolsonaro no estado, refletindo o perfil conservador do eleitorado local. Por isso, a missão da frente ampla liderada por Vander é justamente superar essa resistência e apresentar um discurso que dialogue com setores mais ao centro e até mesmo da direita democrática.

“Temos consciência de que é preciso sair da zona de conforto. O campo progressista tem valores sólidos, mas precisa se comunicar melhor com quem está fora dele”, avaliou um interlocutor do grupo petista que prefere manter o anonimato.

Essa abordagem inclui valores como democracia, inclusão social e desenvolvimento sustentável, mas sem o tom radical que, por vezes, afasta eleitores moderados. O foco é na moderação, no diálogo e na responsabilidade fiscal e social — temas que Simone Tebet, inclusive, costuma defender.

A articulação nacional e o papel dos estados

Em meio à polarização que ainda marca o cenário político brasileiro, o PT começa a estruturar sua estratégia para a campanha de reeleição com antecedência. A visita das lideranças sul-mato-grossenses a Brasília representa não apenas um gesto de aproximação com o governo federal, mas também um sinal de que os estados terão papel mais ativo na construção da narrativa petista rumo a 2026.

Segundo fontes ligadas ao Planalto, a orientação de Lula é clara: garantir articulações regionais robustas, capazes de enfrentar adversários fortes como Jair Bolsonaro ou qualquer outro nome da direita que venha a disputar a Presidência.

Nesse contexto, Mato Grosso do Sul se torna um campo estratégico, por ser um dos estados onde o PT mais precisa crescer eleitoralmente para garantir uma vitória consistente.

Próximos passos

Com a filiação de Fábio Trad agendada para o fim do mês e a viagem a Brasília marcada, Vander Loubet dá início a uma nova fase da construção política do PT no estado. O plano é abrir diálogo com diferentes forças políticas, incluir mais vozes na base de apoio de Lula e mostrar que é possível ir além da militância tradicional.

“Vamos trabalhar pela reeleição do presidente com responsabilidade, respeito às diferenças e união em torno de um projeto democrático para o Brasil”, finalizou Vander.

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Autoria: Sarah Pacini

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