A moeda norte-americana encerrou a última sessão antes do segundo turno das eleições presidenciais cotada a R$ 4,993, registrando uma retração de 0,92%. Esse patamar representa o menor valor para a divisa desde o dia 9 de outubro.
Desempenho semanal do câmbio
Na avaliação acumulada dos últimos dias, o recuo foi de 1,58%, revertendo parcialmente a alta de 1,77% registrada no período anterior. Com esse resultado, o real brasileiro apresentou a maior valorização entre as principais moedas globais, descolando-se da tendência de alta do índice DXY no exterior.
Comportamento do Ibovespa
O principal índice da B3 acompanhou o otimismo e fechou o dia em alta de 0,47%, alcançando 205.082,56 pontos com um volume financeiro de R$ 30,7 bilhões. O movimento foi influenciado diretamente pelo reajuste de posições dos investidores na reta final da disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Apesar do ganho diário, o mercado acionário encerrou a semana com leve baixa de 0,17%, embora mantenha um desempenho positivo de 10,06% no mês de outubro e de 27,28% no acumulado de 2026. A sessão também foi marcada pela valorização de papéis de mineradoras e petroleiras.
Disparada internacional do petróleo
No mercado de commodities, os contratos futuros da energia fóssil dispararam impulsionados pelas apreensões em torno dos conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O barril do tipo Brent avançou 3,13%, cotado a US$ 116,72, enquanto o WTI subiu 3,82%, fechando a US$ 103,27, atingindo os maiores valores desde o mês de abril.
O cenário de instabilidade geopolítica se intensificou após alertas iranianos sobre possíveis respostas a ofensivas militares, somado aos ataques envolvendo houthis e a Arábia Saudita. Como resposta preventiva, o governo norte-americano autorizou ações na Reserva Estratégica para conter o risco de desabastecimento global.
