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Citricultura registra alta de 9,9% nas contratações no início da safra 2026/27

Empregos na citricultura cresceram 9,9% no primeiro bimestre da safra 2026/27

O setor de citricultura brasileiro registrou um total de 11.460 contratações entre julho e agosto de 2026, período que marca o primeiro bimestre da safra 2026/27. O volume representa uma alta de 9,9% em comparação com as 10.427 admissões contabilizadas no mesmo intervalo da temporada passada, conforme levantamento elaborado pela Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR) com base nas estatísticas do Cadastro Geral de Empregados e Desempregendes (Caged).

Desempenho dos principais estados produtores

O estado de São Paulo permaneceu na liderança absoluta na criação de postos de trabalho na atividade agrícola. Com uma alta de 10,7% frente ao ciclo anterior, o território paulista somou 8.953 admissões, o que equivale a 78,1% de todas as vagas abertas pelo segmento em âmbito nacional nos primeiros dois meses da safra.

Já em Minas Gerais, o mercado de trabalho na cultura de citros apresentou um avanço de 17%. As contratações saltaram de 1.355 no primeiro bimestre da safra 2025/26 para 1.585 nesta temporada, fazendo com que o estado respondesse por 13,8% da mão de obra contratada no país.

Variações no Paraná e Mato Grosso do Sul

Por outro lado, o Paraná apresentou um cenário de retração expressiva, contabilizando 205 admissões entre julho e agosto de 2026. O número representa uma queda de 49,6% em relação às 407 contratações anotadas no mesmo período do ciclo passado.

Em contrapartida, o Mato Grosso do Sul registrou o maior salto percentual do país, com 283 contratações no primeiro bimestre da safra 2026/27. O volume é 146,1% superior às 115 vagas preenchidas no mesmo intervalo da temporada anterior.

Para Ibiapaba Netto, diretor-executivo da CitrusBR, os números do início desta safra reforçam a importância da citricultura para a geração de renda no interior do país. “O crescimento das contratações movimenta a economia dos municípios produtores e mostra a contribuição da cadeia para o desenvolvimento dessas regiões”, afirmou Netto.

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