Dodmax Tecnologia foi declarada vencedora após recursos de concorrentes serem rejeitados em sessão nesta terça-feira
Empresa de Campo Grande foi declarada vencedora da licitação para exploração da Loteria de Mato Grosso do Sul, a Lotesul. O resultado foi definido nesta terça-feira (23), durante sessão que analisou recursos apresentados por concorrentes desclassificadas em fases anteriores do processo.
A vencedora é a Dodmax Tecnologia S/A, que lidera um consórcio formado também pela Pay Brokers IP Instituição de Pagamento Ltda. e pela Paybrokers Loterias Ltda. O grupo ficará responsável pelo desenvolvimento do sistema principal da Lotesul.
De acordo com o resultado da sessão, a proposta vencedora foi de 31% de repasse. A receita anual estimada para o serviço é de R$ 51,4 milhões. Com base no valor previsto no edital, esse percentual representa cerca de R$ 15,9 milhões ao Estado.
Disputa passou por suspensões
A licitação da Lotesul havia sido reaberta em janeiro de 2026, depois de duas suspensões. O objetivo do certame é contratar uma empresa para desenvolver a plataforma que vai operar os jogos da loteria estadual.
Ao todo, cinco empresas participaram da disputa. O critério foi o maior percentual de repasse sobre a receita bruta. Na prática, isso significa que parte do dinheiro arrecadado com as vendas deve retornar aos cofres do Estado.
Durante a sessão desta terça-feira, empresas que haviam sido eliminadas apresentaram recursos contra suas desclassificações na Prova de Conceito, etapa usada para verificar se as participantes tinham condições técnicas de cumprir o edital. A Comissão de Avaliação Técnica, porém, entendeu que não havia elementos suficientes para alterar o resultado.
Primeira colocada foi eliminada
No início da disputa, ainda em janeiro, a Lottopro Jogos de Apostas e Gestão de Lotéricas Ltda. apresentou a melhor proposta, com repasse de 43,36%. No entanto, a empresa foi desclassificada em fevereiro pela SAD.
Segundo a avaliação da comissão, a Lottopro não atendeu a um item do edital que exigia o fornecimento de licenças de software, infraestrutura tecnológica, recursos de hardware e conectividade.
Durante a análise técnica, representantes da empresa foram questionados sobre o cofre eletrônico, sistema pelo qual o Estado receberia sua parte nos lucros da loteria. A empresa informou que não tinha a funcionalidade pronta, mas que poderia implementá-la. Depois da sessão, a comissão decidiu pela reprovação.
Outras empresas também foram reprovadas
Com a saída da Lottopro, a SAD convocou nova rodada do pregão eletrônico. Na etapa seguinte, a Prohards Comércio, Desenvolvimento e Serviços em Tecnologia da Informação Ltda., que havia apresentado a segunda melhor proposta, foi classificada.
Em março, porém, a Prohards também foi reprovada na Prova de Conceito. Conforme o processo, a empresa deixou de cumprir 35 dos mais de 100 itens previstos no edital. Com isso, a secretaria chamou uma terceira sessão do pregão.
Na sequência, a Idea Maker Meios de Pagamento e Consultoria Ltda. entrou na disputa, mas também acabou desclassificada. Durante a avaliação, representantes da empresa tiveram dificuldades para acessar o próprio sistema, e a chamada “prova de fogo” foi encerrada em menos de 30 minutos.
Dodmax assume etapa final
Depois das eliminações, a Dodmax Tecnologia foi considerada apta pela comissão e acabou declarada vencedora. A decisão encerra uma disputa marcada por suspensões, recursos e reprovações técnicas.
A empresa tem sede no bairro Carandá Bosque, em Campo Grande. Com o resultado, o consórcio liderado pela Dodmax avança no processo para operar a estrutura tecnológica da Lotesul, conforme as regras previstas no edital.
Fonte: Midiamax
