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Encontro “Salve o Vinil” celebra a cultura do disco

Evento gratuito no Ramita Cafés promove nostalgia, arte e colecionismo com discos de vinil neste domingo (18)

Os clássicos discos de vinil, que atravessaram gerações como símbolo máximo da música analógica, voltam ao centro da cena cultural de Campo Grande neste domingo, 18 de maio. A nova edição do Salve o Vinil, projeto que resgata o charme e a afetividade do LP, acontecerá a partir das 14h no Ramita Cafés, localizado na Rua 14 de Julho, nº 1647 – loja 2, no Centro da capital sul-mato-grossense. A entrada é gratuita e aberta a todos os públicos.

O evento se propõe a ser mais do que uma simples feira de troca e venda de discos. É, na verdade, uma celebração viva da música, da memória e da coletividade, como define o idealizador do projeto, DJ Julio Prodigy, entusiasta e colecionador de longa data.

“É uma manifestação cultural. É para todo mundo trazer seus discos, conversar, compartilhar, ouvir junto e mergulhar nessa experiência coletiva. O vinil não é só música, é memória, é receita de afeto”, afirma Prodigy.

Um espaço para trocas, conexões e descobertas

Além da tradicional troca e venda de vinis — que vão do rock clássico ao samba, da MPB aos beats eletrônicos —, o “Salve o Vinil” oferece uma atmosfera de encontro e convivência com cafés especiais, drinks autorais, exposições e apresentações artísticas ao vivo.

Tudo isso com o som girando na vitrola e a presença de apaixonados por música de todas as idades — dos jovens colecionadores que compram seus primeiros LPs aos veteranos que guardam com carinho verdadeiras relíquias musicais.

“Hoje em dia, tem muita gente nova comprando seu primeiro disco. É bonito ver a alegria de quem descobre o vinil, seja por paixão estética, pela curiosidade ou pelas lembranças que ele traz. A gente vê pessoas de 20, 30 anos fascinadas por esse universo”, comenta o DJ.

A origem do movimento

Criado em 2021, o projeto “Salve o Vinil” nasceu da vontade de compartilhar o prazer do colecionismo e preservar a cultura musical que os discos representam. A iniciativa, idealizada por Julio Prodigy em parceria com o DJ Chico, já realizou mais de 30 encontros em Campo Grande, ocupando desde cafés e bares até espaços culturais e eventos de rua.

“Sempre digo que nossa proposta é reacender essa chama. É colocar o disco pra girar, lembrar dos tempos do avô, dos nossos pais, quando a ideia era ter uma estante cheia de vinis. Hoje, o conceito é outro: colecionar é também compartilhar histórias e sentimentos”, explica Julio.

A proposta do coletivo vai além da nostalgia. É também um hub cultural, onde a música é a porta de entrada para conectar pessoas, expressões artísticas, movimentos sociais e valorizar a produção cultural local.

Um público diverso e apaixonado

O ambiente do “Salve o Vinil” costuma atrair não apenas colecionadores e DJs, mas também curiosos, artistas visuais, músicos, jornalistas, baristas, estudantes e famílias inteiras, que veem no evento uma chance de se desconectar do digital e mergulhar no ritual analógico e tátil que só o vinil proporciona.

Nas edições anteriores, os discos de Elis Regina, Pink Floyd, Cartola, Queen, Belchior e Jorge Ben dividiram espaço com achados inusitados e prensagens raras de música instrumental, psicodélica ou regional.

“Não importa se você tem uma coleção gigante ou só um disco em casa. Aqui, todo mundo é bem-vindo. O vinil não é exclusividade, é convite”, diz Prodigy.

Mais que nostalgia: ressignificação

O crescente interesse pelo vinil nos últimos anos se reflete também na reestruturação da indústria fonográfica, com gravadoras relançando álbuns em LP e novos artistas apostando no formato para criar edições limitadas. O fenômeno global chega com força também a Mato Grosso do Sul, impulsionado por iniciativas como o “Salve o Vinil”.

“A gente está ressignificando o vinil, mostrando que ele é mais do que um objeto vintage. Ele tem som, textura, cheiro, peso. Ele exige atenção, exige tempo. É uma forma de ouvir e de viver a música que resiste, justamente, por ser tão humana”, conclui o DJ.

Serviço:

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Autoria: Sarah Pacini.

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