O Fundo de Apoio à Comunidade (FAC) concentrou esforços nas iniciativas do Outubro Rosa ao longo deste mês, promovendo a conscientização das alunas de suas oficinas sociais sobre a importância do autoexame, do acompanhamento médico regular e do cuidado preventivo contra o câncer de mama e de colo de útero na capital sul-mato-grossense.
Artesanato e bem-estar feminino
A programação uniu práticas de economia circular e artesanato sustentável a conversas sobre saúde integral e equilíbrio emocional. Professora de artesanato e com formação em educação física, Maria do Carmo ministrou uma aula temática que combinou instruções ecológicas com a produção de itens artesanais na cor rosa.
Impacto social das oficinas
Adir Diniz, presidente do FAC, destacou que o propósito das capacitações oferecidas pela instituição vai além da autonomia financeira: “As formações do FAC ajudam a melhorar a vida das pessoas, desde a possibilidade de geração de renda, sustentabilidade e cultura. Nossas oficinas melhoram o emocional das pessoas e assim ajudam no bem-estar da saúde, e a saúde da mulher merece atenção especial, e o FAC entende bem disso”.
Troca de experiências entre alunas
O espaço de diálogo estimulou as participantes a trocarem relatos pessoais sobre a rotina de exames médicos. Aluna do curso de artesanato sustentável e moradora do Bairro Buriti, a dona de casa Eliane Pires, de 55 anos, valorizou a experiência prática obtida na atividade.
“Foi importante porque a gente aprende o artesanato sustentável em atenção às mulheres que sofrem com o câncer de mama, e o Outubro Rosa nos lembra desse cuidado. Eu mesmo faço há dois anos. Após os 50, faço para prevenir o câncer de mama”, comenta.
A importância da convivência comunitária
A aposentada Benedita de Souza, de 70 anos, também apontou a relevância dos encontros coletivos para a promoção do bem-estar feminino. “O Outubro Rosa me lembra saúde da mulher, e eu saindo de casa para reunir as minhas amigas, falar do sustentável, e lá tem as pessoas que falam da nossa saúde. Falar em Outubro Rosa faz lembrar que é a nossa saúde”.
Panorama nacional da doença
A campanha ganha ainda mais peso frente aos dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) para o triênio 2026-2028, que estimam a incidência de 78.610 novos casos anuais de câncer de mama no país, consolidando-o como o tumor mais comum no público feminino. No caso do câncer de colo de útero, a previsão é de 19.310 novos diagnósticos anuais no território nacional durante o mesmo intervalo.
