Suspeito se apresentou também como contador, prometeu financiamento empresarial e foi encontrado com arma adulterada
Homem de 39 anos foi preso em Dourados após ser acusado de aplicar um golpe de R$ 5.221,50 contra um terceiro-sargento da Polícia Militar. Segundo a Polícia Civil, ele se apresentava como advogado e contador, embora não tivesse registro profissional nessas áreas.
O suspeito teria prometido intermediar a liberação de um financiamento para uma empresa da qual o policial é sócio. O serviço, porém, não foi realizado.
A fraude foi descoberta no sábado (25), quando o sargento cobrou explicações e pediu os registros profissionais da Ordem dos Advogados do Brasil e do Conselho Regional de Contabilidade.
Pagamentos foram feitos por Pix
Conforme o boletim de ocorrência, o policial conheceu o suspeito cerca de dois meses antes. Na ocasião, o homem ofereceu serviços de assessoria jurídica e intermediação financeira.
Ele afirmou que poderia preparar um projeto para viabilizar recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
Em 12 de junho, o sargento transferiu R$ 4.500 por Pix para dar início ao suposto procedimento.
Depois, o suspeito cobrou outros R$ 400 em honorários e R$ 321,50 para uma alegada alteração na alíquota da empresa. Os pagamentos adicionais foram realizados em 11 e 13 de julho.
Suspeito confessou não ter registros
Diante da demora, o policial procurou o homem e exigiu a apresentação dos documentos da OAB e do CRC.
Segundo o registro policial, o suspeito admitiu que não era advogado nem contador.
O sargento então pediu a devolução dos valores pagos, mas o homem teria recusado e feito ameaças. Ainda conforme a ocorrência, ele levou a mão à cintura, indicando que poderia estar armado.
O policial conseguiu imobilizá-lo até a chegada de uma equipe da Polícia Militar.
Arma estava com numeração raspada
Durante a abordagem, foi encontrada uma pistola calibre 7,65 com a numeração de identificação raspada.
O suspeito foi encaminhado à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário de Dourados.
Ele foi autuado por ameaça, estelionato, porte ilegal de arma de fogo e exercício ilegal da profissão.
Justiça decretou prisão preventiva
No domingo (26), a defesa apresentou um pedido de liberdade provisória.
A Justiça negou a solicitação e converteu a prisão em flagrante em preventiva.
A Polícia Civil informou que o investigado já possui antecedentes por estelionato e exercício ilegal da profissão. O caso seguirá sob investigação.
