Kelvin Rodrigues dos Santos desapareceu ao sair para brincar; familiares e moradores lamentam tragédia no município próximo a Campo Grande.
A morte do menino Kelvin Rodrigues dos Santos, de 8 anos, chocou a cidade de Jaraguari, a cerca de 36 quilômetros de Campo Grande, na última sexta-feira (14). A criança foi encontrada sem vida após se afogar em um buraco durante fortes chuvas que atingiram o município. O incidente gerou grande comoção entre amigos, familiares e moradores locais, que usaram as redes sociais para expressar solidariedade e pesar.
De acordo com relatos, Kelvin havia saído de casa para brincar e não retornou. Preocupada com o desaparecimento, uma tia do garoto publicou uma foto nas redes sociais buscando ajuda para localizá-lo. Infelizmente, horas depois, a criança foi encontrada morta em um buraco localizado na Vila Otavio Pereira, bairro onde ocorria a intensa precipitação no momento.
A Prefeitura Municipal de Jaraguari emitiu uma nota oficial lamentando a tragédia. “Lamentamos profundamente a perda e nos solidarizamos com a família nesse momento tão difícil”, declarou o comunicado, que rapidamente recebeu diversos comentários de apoio e condolências da comunidade.
Entre as mensagens, a tia de Kelvin escreveu: “Meu sobrinho amado, que Deus conforte toda nossa família”. Outra mulher, mãe de um colega do garoto, acrescentou: “Meu Deus, muito triste. Ele vivia brincando com meu filho no campinho sintético, sempre juntos. Que Deus possa confortar a família!”.
Moradores da cidade também manifestaram indignação e tristeza. Um deles comentou: “Sei que ele era um menino bom e só queria brincar. Não sabia que custaria a vida dele por um descuido. Que Deus conforte a família”. A morte do menino trouxe à tona a preocupação sobre a segurança de áreas públicas e construções abandonadas no município.
Segundo informações da Polícia Civil, repassadas pelo delegado Mário Donizete, o menino saiu para brincar na manhã da sexta-feira e desapareceu. Amigos e familiares iniciaram buscas imediatas e postagens nas redes sociais ajudaram a mobilizar a comunidade para encontrar Kelvin.
Por volta das 7h30, a Polícia Civil, acompanhada pela perícia, chegou à Vila Otavio Pereira e encontrou a criança dentro de um buraco com aproximadamente 1 metro de profundidade. A perícia constatou que a causa da morte foi afogamento, provavelmente agravado pela chuva intensa que acumulava água no local.
O caso levanta discussões sobre a necessidade de manutenção e segurança em áreas urbanas, especialmente em bairros que sofrem com alagamentos ou possuem buracos e construções abandonadas que possam representar risco a crianças. Moradores alertam que episódios como esse poderiam ser prevenidos com sinalização adequada, cobertura de buracos e monitoramento de áreas perigosas.
Amigos de Kelvin lembram dele como uma criança alegre e brincalhona. “Ele só queria brincar e aproveitar o dia como qualquer outro menino de 8 anos. É uma perda irreparável”, disse um colega da vítima, ainda consternado. Para a comunidade local, o episódio reforça a importância de medidas de prevenção e conscientização sobre segurança infantil.
A tragédia também gerou reflexões sobre o papel da administração municipal e fiscalização urbana. Embora a chuva tenha sido um fator determinante, especialistas apontam que buracos e áreas sem proteção adequada aumentam consideravelmente os riscos de acidentes graves, especialmente entre crianças que brincam em ruas e terrenos baldios.
A morte de Kelvin Rodrigues dos Santos serve como alerta sobre a vulnerabilidade de crianças em ambientes urbanos sem segurança. Amigos e familiares pedem que medidas sejam adotadas para evitar que outros acidentes semelhantes aconteçam, transformando a dor da perda em uma oportunidade de conscientização e prevenção.
Até o momento, a Prefeitura de Jaraguari e órgãos de segurança pública não informaram se serão adotadas medidas emergenciais para cobrir buracos ou reforçar a segurança em áreas de risco no município. Enquanto isso, a cidade segue de luto, acompanhando de perto a dor da família e da comunidade, unida em memória do garoto.
Autoria: Sarah Pacini
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