A dúvida sobre qual é a melhor postura para homens urinarem ainda divide opiniões, já que não existe um consenso científico definitivo sobre o assunto. Enquanto algumas investigações apontam que a posição sentada favorece o relaxamento da região pélvica, outras sugerem que essa alternativa pode aumentar a incidência de gotejamento pós-miccional em indivíduos com até 50 anos.
Nova pesquisa avalia o fluxo urinário
Para esclarecer o tema, um estudo publicado na revista científica Neurourology and Urodynamics investigou o comportamento do organismo nas duas posições por meio de um experimento randomizado. A área responsável por analisar os fluxos de excreção é conhecida como urodinâmica.
O trabalho foi conduzido por pesquisadores colombianos que acompanharam 52 participantes saudáveis, com idades entre 18 e 39 anos. Os voluntários foram divididos aleatoriamente: 24 começaram urinando sentados e repetiram o processo em pé após 24 horas, enquanto os outros 28 realizaram a sequência de forma invertida.
Como funcionou a análise em laboratório
Durante cada etapa, a equipe médica registrou o volume total expelido, o tempo necessário para alcançar a maior vazão e o fluxo urinário máximo, medido em mililitros por segundo. Essas informações foram coletadas por meio da urofluxometria, exame em que o paciente utiliza um aparelho especial capaz de registrar o pico de eliminação de líquidos.
Os dados finais não mostraram alterações expressivas no volume total ou na vazão máxima entre as duas formas de micção. A única variação observada foi que os participantes demoraram, em média, 3,3 segundos a mais para atingir o fluxo máximo quando estavam em pé, embora esse resultado tenha sido influenciado por um único caso atípico.
“A posição sentada foi associada a um tempo menor para atingir o fluxo máximo, uma pequena diferença que provavelmente não tem relevância clínica e dependeu, em parte, de um único valor discrepante. São necessários estudos maiores, pré-registrados, com análises de equivalência pré-especificadas e populações sintomáticas”, destacaram os autores na publicação.
Conclusão para homens jovens e saudáveis
Os responsáveis pela investigação alertam que o grupo analisado era reduzido, o que impede afirmar categoricamente que ambas as posturas são idênticas, indicando apenas que nenhuma diferença expressiva foi detectada. Além disso, a retenção residual na bexiga não foi mensurada.
Portanto, para o público jovem e sem comorbidades, a decisão de adotar uma postura específica fica a critério de cada indivíduo, já que não há impactos drásticos na saúde. Em contrapartida, para quem apresenta dificuldades decorrentes de problemas na próstata, investigações anteriores indicam que esvaziar a bexiga sentado pode trazer benefícios.
