Archie e Lilibet devem estudar no país a partir de setembro; casal manterá imóveis nos Estados Unidos e em Portugal
Príncipe Harry e Meghan Markle planejam voltar a morar no Reino Unido ainda em agosto, seis anos depois de deixarem as funções oficiais da Família Real e se estabelecerem nos Estados Unidos. A mudança incluirá os dois filhos do casal, Archie, de 7 anos, e Lilibet, de 5.
A informação foi publicada nesta quarta-feira (19) pela revista People e também repercutida por veículos britânicos e pela Associated Press. Segundo os relatos, a família deverá viver em uma residência privada, sem vínculo com propriedades oficiais da monarquia.
Os filhos já estariam matriculados em uma escola britânica e devem começar o ano letivo em setembro. Apesar da mudança de país, Harry e Meghan pretendem manter a casa em Montecito, na Califórnia, e a propriedade que possuem em Portugal.
Mudança não significa retorno às funções reais
O retorno ao Reino Unido não representa, ao menos neste momento, uma retomada das atividades oficiais de Harry e Meghan dentro da monarquia.
Desde 2020, os dois não exercem funções como integrantes ativos da Família Real.
A nova residência também deverá ser particular e localizada fora das propriedades administradas pela Coroa. Relatos indicam que o imóvel fica nos arredores de Londres.
A mudança será a primeira vez que a família voltará a manter residência permanente no Reino Unido desde que Harry e Meghan deixaram Frogmore Cottage, em Windsor.
Charles foi informado sobre decisão
Segundo as informações publicadas nesta quarta-feira, o rei Charles III foi comunicado sobre a decisão no domingo (16).
A expectativa é de que a proximidade geográfica permita maior convivência privada entre o rei e os netos.
Harry, Meghan, Archie e Lilibet estiveram recentemente no Reino Unido e se encontraram com Charles em Highgrove House. Foi um dos raros encontros do monarca com os netos desde a mudança da família para os Estados Unidos.
Relação familiar ficou abalada após saída da monarquia
Harry e Meghan anunciaram em janeiro de 2020 que deixariam as funções de integrantes seniores da Família Real.
Posteriormente, mudaram-se para os Estados Unidos e passaram a desenvolver projetos próprios ligados a mídia, produção audiovisual e outras atividades profissionais.
Nos anos seguintes, a relação com parte da família ficou abalada depois de entrevistas, documentários e da publicação do livro de memórias de Harry, Spare.
O relacionamento entre Harry e o irmão, príncipe William, foi um dos pontos mais afetados durante esse período.
Segurança foi um dos principais obstáculos
A questão da segurança no Reino Unido também esteve no centro das discussões nos últimos anos.
Harry travou disputas judiciais relacionadas ao nível de proteção policial disponível para ele e sua família depois que deixou as funções oficiais da monarquia.
Ainda em julho, preocupações sobre segurança chegaram a interferir nos planos de viagem da família ao país.
A decisão de estabelecer novamente uma residência britânica indica uma mudança significativa depois de anos em que o príncipe manifestou preocupação em levar os filhos ao Reino Unido.
Filhos terão rotina dividida entre países
Archie nasceu no Reino Unido em 2019, enquanto Lilibet nasceu na Califórnia em 2021.
Com a matrícula em uma escola britânica, os dois passarão a ter uma experiência mais próxima do país de origem do pai.
Mesmo assim, a família não deve romper seus vínculos com os Estados Unidos. A residência de Montecito continuará sendo mantida, assim como a propriedade de férias em Portugal.
A mudança, portanto, representa uma reaproximação física com a Família Real, mas sem restabelecer o papel oficial que Harry e Meghan desempenhavam antes de 2020.
