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Lula e Flávio Bolsonaro disputam o segundo turno e detalham propostas para o agro

Lula e Flávio Bolsonaro vão ao segundo turno. O que eles prometem ao agro

Com 99,45% das urnas apuradas, a disputa pela presidência da República em 2026 será definida no segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O candidato do PL registrou 47,14% dos votos válidos, somando 55,9 milhões de eleitores, enquanto o representante do PT alcançou 45,03%, preferido por 53,4 milhões de pessoas, com a nova votação marcada para o dia 25 de outubro.

O peso do agronegócio na disputa presidencial

Considerado fundamental por responder por quase 25% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e contar com forte representação no Congresso Nacional, o setor produtivo é um dos pilares estratégicos dos planos de governo entregues ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

As propostas de Flávio Bolsonaro para o campo

No programa do candidato do PL, constam compromissos voltados à ampliação do seguro rural, além da implementação de mecanismos voltados à securitização e à reorganização financeira de débitos de produtores rurais.

O plano também prevê o incremento na capacidade de armazenamento de safras para assegurar melhores margens de comercialização aos agricultores, juntamente com o incentivo à produção interna de insumos por meio do aproveitamento das reservas minerais brasileiras.

A agenda do candidato contempla ainda o reforço na segurança jurídica no campo, combatendo o que ele define como relativização do direito de propriedade, e a retomada de ações de titulação de terras e regularização fundiária, com foco na agricultura familiar.

Adicionalmente, a chapa propõe a expansão da área irrigada nacional, a introdução de metas para combustíveis sustentáveis de aviação, a inserção de incentivos para biomassa no Plano Safra e a consolidação do Cadastro Ambiental Rural atrelada ao pagamento por serviços ambientais.

Os planos de Luiz Inácio Lula da Silva para o setor

Pelo lado da candidatura à reeleição de Lula, as diretrizes apontam para o fortalecimento do Plano Safra da Agricultura Familiar, garantindo crédito “com juros compatíveis ao perfil do agricultor e ao tipo de produto”. O projeto também estipula um aporte robusto em financiamentos voltados à agroecologia, à produção orgânica e à sociobiodiversidade.

O documento governamental menciona o avanço em pautas como reforma agrária, regularização de terras e demarcação de territórios indígenas e de comunidades remanescentes de quilombos, acompanhadas de investimentos em infraestrutura básica como saneamento, energia e acesso à água.

No segmento agroexportador, o candidato à reeleição prioriza a agregação de valor aos produtos comercializados no exterior, a conexão entre inovação científica e capacidade produtiva, a ampliação de verbas no Plano Safra com taxas competitivas e a diversificação das modalidades de captação de recursos.

Por fim, o plano de governo petista assegura o aprimoramento do seguro rural — ferramenta frequentemente criticada durante o atual mandato —, buscando articular essa proteção financeira com demais instrumentos de garantia de renda e comercialização para os produtores.

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