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Lula será o único presidenciável com coligação partidária em 2026

Lula será o único candidato à Presidência apoiado formalmente por uma coligação partidária - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil, Edilson Dantas/Agência O Globo, Reprodução/TV Globo, Divulgação e Genial/Divulgação

Lula será o único candidato à Presidência apoiado formalmente por uma coligação partidária - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil, Edilson Dantas/Agência O Globo, Reprodução/TV Globo, Divulgação e Genial/Divulgação

Encerramento das convenções deixou o presidente apoiado por sete siglas, enquanto os demais candidatos disputarão por partidos isolados

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva será o único candidato à Presidência da República apoiado formalmente por uma coligação partidária nas eleições de 2026. Os demais nomes escolhidos nas convenções disputarão o Palácio do Planalto por partidos ou federações sem alianças com outras legendas.

O cenário foi definido com o encerramento do prazo das convenções, na quarta-feira (5). Os encontros realizados desde 20 de julho serviram para escolher candidatos e formalizar coligações para cargos majoritários.

Segundo levantamento apresentado na reportagem original, esta será a primeira eleição presidencial desde a redemocratização em que apenas uma candidatura terá uma coligação formal.

Lula reúne sete partidos

Candidato à reeleição, Lula repetirá a chapa com o vice-presidente Geraldo Alckmin, do PSB.

A aliança reúne sete partidos, incluindo o PT. O grupo dará à campanha uma estrutura política mais ampla, com participação de diretórios, candidatos e lideranças distribuídos por diferentes estados e municípios.

Apesar de ser a única coligação presidencial formada neste ano, a aliança de Lula tem composição diferente da campanha de 2022. O presidente perdeu o apoio formal de algumas legendas, mas recebeu a adesão do PDT.

Adversários seguirão sem coligações

Outros 12 nomes escolhidos para a disputa presidencial deverão concorrer sem alianças formais com partidos diferentes.

Entre eles estão Flávio Bolsonaro, do PL, Romeu Zema, do Novo, Ronaldo Caiado, do PSD, e Renan Santos, do Missão.

As convenções encerraram na quarta-feira, mas as candidaturas ainda precisam ser registradas na Justiça Eleitoral. Partidos, federações e coligações têm até 15 de agosto para apresentar os pedidos.

Flávio Bolsonaro terá chapa formada pelo PL

Flávio Bolsonaro não conseguiu concluir as negociações para atrair outras legendas à candidatura do PL.

Durante os meses anteriores às convenções, o senador buscou partidos como União Brasil, PP, Republicanos e Podemos. As conversas não resultaram em coligação.

O PL escolheu o deputado federal Alfredo Gaspar, de Alagoas, para ocupar a vaga de vice. Com isso, os dois integrantes da chapa pertencem ao mesmo partido.

União Brasil, PP e Republicanos decidiram não integrar formalmente nenhuma candidatura presidencial, segundo o conteúdo apresentado.

Caiado terá Kassab como vice

Ronaldo Caiado foi escolhido pelo PSD e terá como candidato a vice o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab.

Embora o PSD tenha obtido o maior número de prefeituras nas eleições municipais de 2024 e conte com governadores em diferentes estados, a legenda não fechou uma coligação para a disputa presidencial.

A chapa será formada exclusivamente por integrantes do PSD.

Zema também concorrerá de forma isolada

Romeu Zema disputará a Presidência pelo Novo, tendo o senador Eduardo Girão como candidato a vice.

O Novo manteve conversas com outras legendas, mas não concluiu um acordo até o fim do prazo das convenções.

Renan Santos, escolhido pelo Missão, também seguirá sem coligação. O candidato já havia manifestado resistência à formação de alianças com outros partidos.

Aliança influencia estrutura e propaganda

Coligações presidenciais permitem que partidos compartilhem estrutura, militância, participação regional e recursos políticos durante a campanha.

As alianças também influenciam a distribuição da propaganda eleitoral gratuita. O tempo de rádio e televisão considera a representação dos partidos e federações que integram cada chapa, conforme critérios da legislação eleitoral.

Na prática, reunir mais siglas pode ampliar a exposição do candidato e facilitar a presença da campanha em diferentes regiões do país.

O impacto exato dependerá da composição registrada e dos cálculos que serão feitos pela Justiça Eleitoral.

Convenção não garante candidatura definitiva

Os nomes definidos pelos partidos ainda não são considerados definitivamente aptos.

Depois do registro, a Justiça Eleitoral analisará documentos, filiação partidária, condições de elegibilidade e eventuais pedidos de impugnação.

As informações sobre candidaturas e coligações são publicadas no sistema DivulgaCandContas, atualizado pelo Tribunal Superior Eleitoral.

A propaganda eleitoral nas ruas e na internet será permitida a partir de 16 de agosto. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.

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