Encerramento das convenções deixou o presidente apoiado por sete siglas, enquanto os demais candidatos disputarão por partidos isolados
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva será o único candidato à Presidência da República apoiado formalmente por uma coligação partidária nas eleições de 2026. Os demais nomes escolhidos nas convenções disputarão o Palácio do Planalto por partidos ou federações sem alianças com outras legendas.
O cenário foi definido com o encerramento do prazo das convenções, na quarta-feira (5). Os encontros realizados desde 20 de julho serviram para escolher candidatos e formalizar coligações para cargos majoritários.
Segundo levantamento apresentado na reportagem original, esta será a primeira eleição presidencial desde a redemocratização em que apenas uma candidatura terá uma coligação formal.
Lula reúne sete partidos
Candidato à reeleição, Lula repetirá a chapa com o vice-presidente Geraldo Alckmin, do PSB.
A aliança reúne sete partidos, incluindo o PT. O grupo dará à campanha uma estrutura política mais ampla, com participação de diretórios, candidatos e lideranças distribuídos por diferentes estados e municípios.
Apesar de ser a única coligação presidencial formada neste ano, a aliança de Lula tem composição diferente da campanha de 2022. O presidente perdeu o apoio formal de algumas legendas, mas recebeu a adesão do PDT.
Adversários seguirão sem coligações
Outros 12 nomes escolhidos para a disputa presidencial deverão concorrer sem alianças formais com partidos diferentes.
Entre eles estão Flávio Bolsonaro, do PL, Romeu Zema, do Novo, Ronaldo Caiado, do PSD, e Renan Santos, do Missão.
As convenções encerraram na quarta-feira, mas as candidaturas ainda precisam ser registradas na Justiça Eleitoral. Partidos, federações e coligações têm até 15 de agosto para apresentar os pedidos.
Flávio Bolsonaro terá chapa formada pelo PL
Flávio Bolsonaro não conseguiu concluir as negociações para atrair outras legendas à candidatura do PL.
Durante os meses anteriores às convenções, o senador buscou partidos como União Brasil, PP, Republicanos e Podemos. As conversas não resultaram em coligação.
O PL escolheu o deputado federal Alfredo Gaspar, de Alagoas, para ocupar a vaga de vice. Com isso, os dois integrantes da chapa pertencem ao mesmo partido.
União Brasil, PP e Republicanos decidiram não integrar formalmente nenhuma candidatura presidencial, segundo o conteúdo apresentado.
Caiado terá Kassab como vice
Ronaldo Caiado foi escolhido pelo PSD e terá como candidato a vice o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab.
Embora o PSD tenha obtido o maior número de prefeituras nas eleições municipais de 2024 e conte com governadores em diferentes estados, a legenda não fechou uma coligação para a disputa presidencial.
A chapa será formada exclusivamente por integrantes do PSD.
Zema também concorrerá de forma isolada
Romeu Zema disputará a Presidência pelo Novo, tendo o senador Eduardo Girão como candidato a vice.
O Novo manteve conversas com outras legendas, mas não concluiu um acordo até o fim do prazo das convenções.
Renan Santos, escolhido pelo Missão, também seguirá sem coligação. O candidato já havia manifestado resistência à formação de alianças com outros partidos.
Aliança influencia estrutura e propaganda
Coligações presidenciais permitem que partidos compartilhem estrutura, militância, participação regional e recursos políticos durante a campanha.
As alianças também influenciam a distribuição da propaganda eleitoral gratuita. O tempo de rádio e televisão considera a representação dos partidos e federações que integram cada chapa, conforme critérios da legislação eleitoral.
Na prática, reunir mais siglas pode ampliar a exposição do candidato e facilitar a presença da campanha em diferentes regiões do país.
O impacto exato dependerá da composição registrada e dos cálculos que serão feitos pela Justiça Eleitoral.
Convenção não garante candidatura definitiva
Os nomes definidos pelos partidos ainda não são considerados definitivamente aptos.
Depois do registro, a Justiça Eleitoral analisará documentos, filiação partidária, condições de elegibilidade e eventuais pedidos de impugnação.
As informações sobre candidaturas e coligações são publicadas no sistema DivulgaCandContas, atualizado pelo Tribunal Superior Eleitoral.
A propaganda eleitoral nas ruas e na internet será permitida a partir de 16 de agosto. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.
