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Mãe do cantor Oruam deixa prisão no Rio e cumpre regime domiciliar

Mãe de Oruam deixa prisão e vai para regime domiciliar com tornozeleira

Márcia Gama, que é mãe do artista Oruam e companheira de Marcinho VP, apontado como líder do Comando Vermelho, saiu do sistema penitenciário neste domingo (8). A liberação ocorreu em cumprimento a uma ordem do Supremo Tribunal Federal, que permitiu a conversão da custódia preventiva em prisão domiciliar.

Monitoramento e antecedentes da prisão

Conforme informações da Secretaria de Estado de Polícia Penal, a saída aconteceu no Presídio Djanira Dolores de Oliveira, situado em Bangu. Na ocasião, agentes da equipe de Monitoração Eletrônica aplicaram o equipamento de vigilância remota na investigada.

A detenção de Márcia ocorreu semanas antes durante uma ação deflagrada pela Polícia Federal, cujo objetivo era desmantelar um esquema criminoso associado ao Comando Vermelho. Os levantamentos indicam que a facção empregava intimidação e armamentos para estabelecer exclusividade na comercialização de serviços de rede de computadores em comunidades cariocas.

Esquema da rede clandestina

A apuração policial revelou que o grupo criminoso sabotava a infraestrutura de companhias tradicionais e operadoras rivais, danificando cabos e equipamentos, além de proibir consertos e forçar a população local a adquirir o serviço ilegal conhecido como internet do tráfico.

Empresas prestadoras de serviços que operavam sob o aval da facção efetuavam pagamentos recorrentes para atuar nas regiões dominadas. Dados contábeis apreendidos revelam que essa atividade representava parcela expressiva dos ganhos ilícitos da organização em áreas específicas da capital fluminense.

Investigação sobre lavagem de dinheiro

De acordo com os agentes federais, os valores obtidos ilegalmente eram repassados aos familiares de Marcinho VP por intermédio de companhias de fachada, intermediários financeiros e transações em criptomoedas, sendo ocultados em empreendimentos de eventos, publicidade e aquisição de bens de luxo.

As autoridades policiais apontam que Márcia exercia a função de ligação entre os detentos nas unidades prisionais e os operadores externos da quadrilha. Ela chegou a ser considerada foragida anteriormente, mas obteve liberdade por meio de um habeas corpus concedido pelo Superior Tribunal de Justiça após mandados anteriores.

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