Mães que dependem de fornecimento público de itens essenciais para filhos com deficiência voltam a se manifestar após meses de descaso.
Cerca de 40 mães atípicas se reuniram nesta segunda-feira (6) em frente ao Centro de Especialidades Médicas (CEM) de Campo Grande para protestar contra a falta de fraldas, medicamentos e suplementos alimentares para seus filhos com deficiência. As famílias, que dependem do fornecimento municipal de itens essenciais, relatam que a situação se arrasta desde outubro de 2024, quando a entrega desses produtos deixou de ser regular.
Uma das participantes do protesto, Joelma Belo, mãe de Maria Valentina, de 9 anos, afirmou que a Prefeitura de Campo Grande não tem cumprido uma liminar judicial que obriga o fornecimento de fraldas de marcas específicas, devido a reações alérgicas das mais comuns. Joelma relatou que, apesar da liminar, a administração municipal insiste em adiar a entrega, alegando dificuldades no processo de compra ou falta de fornecedores. “A nossa briga é para que a liminar seja cumprida”, disse ela.
Entre as mães, algumas relataram que não conseguem acessar os itens desde outubro do ano passado, quando o abastecimento foi interrompido. A situação se tornou ainda mais difícil para aquelas que, como Elisângela Silva de Souza, mãe de Enzo Rodi, de 8 anos, gastam grandes quantias com fraldas e medicamentos. Elisângela afirmou que, devido ao uso de diuréticos, seu filho precisa de aproximadamente 300 fraldas mensais, e os custos chegam a R$ 700 por mês, o que tem sido um desafio para a família.
O protesto reflete a crescente frustração das mães, que buscam garantir os direitos de seus filhos com deficiência física e intelectual. A situação tem gerado um movimento de solidariedade, com mais de 200 mães organizadas em um grupo no WhatsApp, trocando informações e pressionando a Prefeitura a cumprir a ordem judicial.
Autoria: Sarah Pacini