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Médica investigada deu plantões na Santa Casa até janeiro

Santa Casa afirma que contrato com Olívia Jafar seguiu exigências legais - Foto: Redes sociais

Olívia Jafar deixou a prisão com tornozeleira; hospital afirma que não é alvo da investigação do Gaeco

Médica Olívia Paroschi Jafar, investigada na Operação Gutenberg, atuou como plantonista no Pronto Atendimento do Privado da Santa Casa de Campo Grande até janeiro de 2026. A informação foi confirmada pelo hospital, que afirmou não ser alvo da investigação.

Olívia foi presa em 7 de julho durante a operação que apura um suposto esquema de fraudes em contratos de livros em Mato Grosso do Sul. Segundo a investigação, o grupo teria movimentado mais de R$ 27 milhões entre 2022 e 2024.

Olívia Paroschi Jafar é investigada na Operação Gutenberg, que apura contratos de livros em MS - Foto: Redes sociais
Olívia Paroschi Jafar é investigada na Operação Gutenberg, que apura contratos de livros em MS – Foto: Redes sociais

Contrato com a Santa Casa

De acordo com a Santa Casa, Olívia começou a prestar serviço na instituição em janeiro de 2025, inicialmente como autônoma. Depois, a atuação foi formalizada por meio da empresa Jafar Estética e Saúde Ltda.

O hospital informou que o contrato previa pagamento apenas pelos plantões realizados, mediante emissão de nota fiscal. A instituição também disse que exigiu certidões negativas e documentos de regularidade junto ao Conselho Regional de Medicina e outros órgãos competentes.

Em nota, a Santa Casa afirmou que não encontrou irregularidade na documentação apresentada à época da contratação. O último plantão registrado da médica na instituição foi em janeiro de 2026.

Investigação apura contratos e regulação do SUS

A Operação Gutenberg investiga uma organização suspeita de usar a regulação de vagas, exames e cirurgias do Sistema Único de Saúde em Mato Grosso do Sul para pressionar prefeitos a comprar livros da Editora Avante.

Conforme o Gaeco, os envolvidos teriam interferido em setores de compras de prefeituras e fornecido orientações para direcionar contratações por inexigibilidade de licitação.

Olívia deixou a prisão no sábado (18), após pagamento de fiança, e passou a usar tornozeleira eletrônica. Segundo a defesa, a Justiça reconheceu que ela não integra o núcleo de chefia da organização investigada.

A defesa também afirmou que o contrato com a Santa Casa não tem relação com os fatos apurados e que a médica sempre atuou profissionalmente na área da medicina.

Outros investigados

Além de Olívia, a operação também cumpriu mandados contra a mãe dela, Rossana Paroschi Jafar, e os irmãos Felipe Paroschi Jafar e Giovanni Paroschi Jafar, que permanecem presos, segundo a reportagem original.

Também há outros investigados ligados ao caso, entre empresários, servidores públicos e ex-agentes públicos. Heyder Bartz foi apontado pelo Gaeco como um dos chefes da suposta organização e estava foragido até a publicação do texto original.

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