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Menino de 13 anos pesca peixe maior que ele

Durante pescaria com o pai em Fátima do Sul, adolescente de 13 anos fisga peixe maior que ele próprio. A captura levou 30 minutos e emocionou a família e os amigos.

O que era para ser mais uma manhã comum de pescaria entre pai e filho se transformou em um momento inesquecível na cidade de Fátima do Sul, em Mato Grosso do Sul. No último domingo (19), o jovem Mateus Pegolo, de apenas 13 anos, protagonizou uma façanha que impressionou até os pescadores mais experientes: ele fisgou um pintado de 1,79 metro de comprimento, superando sua própria altura, de 1,70 m.

O episódio aconteceu no rio Dourado, um dos pontos mais procurados da região para a pesca esportiva. O registro do momento viralizou nas redes sociais e rapidamente chamou atenção dos amantes da pesca em todo o estado.

“Foi uma sensação muito boa, algo que nunca vou esquecer”, contou Mateus, ainda empolgado com a conquista. “Todo mundo me ajudando, torcendo por mim. Espero voltar lá no ano que vem e pegar um peixe ainda maior”, disse o adolescente, com um sorriso tímido, mas orgulhoso, ao lado do pai.

Uma pescaria em família que virou história

A paixão de Mateus pela pescaria começou cedo. Aos cinco anos, ele já acompanhava o pai, João Pegolo, em aventuras pelos rios do interior de Mato Grosso do Sul. Mas nenhum dos dois poderia imaginar que, oito anos depois, essa parceria renderia um dos momentos mais marcantes da vida da família.

Segundo João, a luta com o peixe durou cerca de 30 minutos. O pintado, conhecido por sua força e resistência, exigiu habilidade, paciência e trabalho em equipe. “Ele ficou lá, firme, brigando com o peixe por mais de meia hora. Vários barcos se aproximaram para ajudar e garantir que o pintado não escapasse. Foi uma emoção enorme ver todo mundo torcendo por ele”, contou o pai, emocionado.

Quando finalmente conseguiram embarcar o peixe, a alegria foi geral. “Com certeza, é uma história que vai ficar marcada na vida dele e na nossa também”, completou João.

O peixe gigante e a coincidência surpreendente

A família não conseguiu pesar o peixe, já que a balança disponível alcançava no máximo 30 quilos — muito abaixo do peso estimado do animal. Ainda assim, João fez questão de registrar o momento em fotos e vídeos, compartilhando o feito com os colegas do grupo de pescaria.

“Pelo tamanho e pela força, acredito que o peixe devia ter uns 60 quilos. Eu e outro pescador tivemos que levantá-lo juntos, porque uma pessoa só não dava conta. Depois, fui pesquisar e descobri que um pintado desse porte deve ter cerca de 13 anos de idade, a mesma idade do Mateus. Brinquei com ele dizendo que o peixe estava esperando por ele esse tempo todo”, contou o pai, entre risadas.

As imagens mostram o adolescente sorrindo, segurando com esforço o enorme pintado, cuja cabeça e cauda ultrapassam a altura do garoto. O registro se tornou um verdadeiro troféu — não apenas pelo tamanho do peixe, mas pela simbologia do momento vivido entre pai e filho.

Pesca esportiva e preservação

O feito de Mateus chama atenção não só pelo tamanho do peixe, mas também por destacar a pesca esportiva como atividade de lazer e preservação ambiental em Mato Grosso do Sul. Diferente da pesca predatória, a modalidade é baseada no pesque e solte, incentivando o respeito aos ciclos naturais dos peixes e a manutenção da biodiversidade dos rios.

No caso do pintado, uma das espécies mais emblemáticas do Pantanal e da bacia do rio Paraná, as ações de conservação são fundamentais para evitar a redução da população do animal, que pode chegar a mais de dois metros de comprimento e pesar mais de 100 quilos em casos excepcionais.

“É importante mostrar que é possível viver a emoção da pesca sem agredir o meio ambiente. O objetivo é o desafio, a conexão com a natureza e a valorização do momento”, destaca João, que há anos participa de competições de pesca esportiva na região.

Tradição que une gerações

Histórias como a de Mateus e João reforçam uma tradição muito presente nas famílias do interior sul-mato-grossense: a pescaria como um momento de convivência e aprendizado entre gerações. Mais do que capturar peixes, é uma oportunidade de criar memórias, fortalecer laços familiares e ensinar valores como paciência, respeito e preservação ambiental.

“A pescaria é algo que sempre nos uniu. Desde pequeno ele gosta de estar no rio, aprender, participar. Ver o Mateus fisgar um peixe desse tamanho é algo que vou guardar para sempre”, contou o pai, orgulhoso.

O adolescente, por sua vez, já sonha alto. Quer continuar praticando pesca esportiva e, quem sabe, participar de competições no futuro. “Quero aprender mais e tentar pegar um peixe ainda maior. É o que eu mais gosto de fazer”, disse, confiante.

Emoção e inspiração

O feito de Mateus Pegolo rapidamente se espalhou nas redes sociais, rendendo elogios e mensagens de incentivo. Para muitos, a história é um exemplo de como a paixão pela natureza e pelo esporte pode aproximar famílias e inspirar novas gerações.

No vídeo, é possível ver o momento em que o adolescente, com o apoio do pai e de outros pescadores, finalmente vence a disputa contra o peixe gigante. Entre gritos, risadas e aplausos, a cena se transforma em um retrato da emoção genuína que o contato com a natureza é capaz de proporcionar.

Entre o rio, o sol e a força da correnteza, ficou registrada uma lição simples, mas poderosa: o verdadeiro troféu da pescaria não está apenas no tamanho do peixe, mas na grandeza do momento vivido.

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Autoria: Sarah Pacini

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