O Ministério da Agricultura e Pecuária abriu investigações para apurar três novos casos suspeitos de síndromes respiratórias em aves, abrangendo as regiões Sul e Sudeste do país. De acordo com o sistema de monitoramento da pasta voltado para a gripe aviária e a Doença de Newcastle, duas das ocorrências estão situadas em Chapecó (SC), afetando uma galinha e um peru criados em ambiente doméstico. O terceiro caso sob análise envolve um pato-do-mato, ave de caráter silvestre encontrada no município paulista de Guarujá.
Avanço da Doença de Newcastle em Santa Catarina
Essas novas apurações foram anunciadas logo após o ministério confirmar, em uma terça-feira (3/11), o quarto foco da Doença de Newcastle em uma granja comercial localizada em Nova Erechim, cidade catarinense situada a aproximadamente 45 quilômetros de Chapecó. Além dessa localidade, os municípios de Nova Itaberaba e Coronel Freitas também registraram e confirmaram focos da enfermidade no estado.
Atualmente, as frentes de investigação em andamento correspondem a situações em que amostras biológicas foram coletadas, mas ainda aguardam a conclusão dos laudos laboratoriais definitivos para esclarecer o quadro sanitário.
Impactos no status sanitário e o desafio do dia zero
Em decorrência da confirmação do quarto foco da doença no território catarinense, as autoridades ainda não conseguiram estipular o chamado “dia zero”, marco temporal indispensável para iniciar o cumprimento do período de vazio sanitário no estado. Esse procedimento é um requisito fundamental exigido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) para que o Brasil possa recuperar formalmente a certificação internacional de país livre da enfermidade.
“Durante a vigilância, só podemos cravar o dia zero após a obtenção de todos os resultados laboratoriais das amostras sendo negativos. Os resultados estão saindo bem rápido e acreditamos que muito em breve a situação epidemiológica estará esclarecida”, declarou o secretário-adjunto de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Allan Alvarenga.
O representante da pasta também pontuou que os dados referentes ao monitoramento sanitário seguem sendo repassados aos órgãos internacionais competentes. “Todas as informações estão sendo enviadas para OMSA na frequência estabelecida pela própria OMSA, nas informações de segmento que são semanais”, completou.
