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Avanço do modelo da BYD ameaça vagas no setor automotivo, alerta Stellantis

“Modelo BYD” de produção ameaça 90% dos empregos automotivos no Brasil, diz Stellantis

A produção de veículos a partir de kits de peças completamente importadas pode gerar um forte impacto negativo no mercado de trabalho brasileiro. A Stellantis emitiu um alerta sobre os riscos associados ao modelo adotado pela fabricante chinesa BYD, apontando que a prática ameaça até 90% dos postos de trabalho do setor automotivo nacional.

Riscos da montagem por kits importados

O questionamento feito pela empresa gira em torno da montagem de automóveis utilizando conjuntos de componentes prontos trazidos do exterior. Esse formato de operação exige uma quantidade significativamente menor de mão de obra local na comparação com o processo fabril tradicional.

Além disso, a dependência de kits externos reduz a demanda por fornecedores locais. Com a menor necessidade de peças produzidas no Brasil, a cadeia de autopeças e o setor metalúrgico enfrentam ameaças diretas de retração.

Impactos na cadeia produtiva e na economia

A preocupação da indústria se concentra no enfraquecimento do ecossistema fabril já instalado no país. Ao incentivar a montagem em vez da fabricação integral dos veículos, o mercado corre o risco de perder investimentos em desenvolvimento tecnológico e inovação local.

O alerta surge em um momento crucial de transformação da mobilidade global, colocando em pauta a necessidade de políticas que equilibrem a chegada de novas marcas com a manutenção dos postos de trabalho no Brasil.

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