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Motorista de aplicativo é preso suspeito de estupro em Campo Grande

Motorista de aplicativo foi preso temporariamente durante investigação de suspeita de violência sexual em Campo Grande - Foto: Polícia Civil

Motorista de aplicativo foi preso temporariamente durante investigação de suspeita de violência sexual em Campo Grande - Foto: Polícia Civil

Jovem de 20 anos relatou violência durante corrida; polícia apura denúncias de outras mulheres contra o mesmo motorista

Um motorista de aplicativo foi preso temporariamente neste domingo (13), em Campo Grande, suspeito de cometer violência sexual contra uma passageira de 20 anos durante uma corrida. A prisão ocorreu após a jovem procurar atendimento médico e registrar a ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).

Segundo a Polícia Civil, o caso teria acontecido na madrugada de sábado (12). A jovem voltava de uma festa e solicitou uma corrida por meio de um aplicativo de transporte.

De acordo com o relato apresentado à polícia, depois de chegar ao destino e realizar o pagamento, o motorista teria trancado as portas do veículo e iniciado investidas de natureza sexual. A investigação aponta que ele teria levado a vítima para o banco traseiro e utilizado violência e ameaças para obrigá-la a praticar ato sexual.

Vestido foi entregue para perícia

Depois de conseguir deixar o veículo, a jovem procurou atendimento médico e posteriormente foi à Deam para registrar a denúncia.

Durante a investigação, ela entregou aos policiais o vestido que usava na noite do crime. Conforme a Polícia Civil, o tecido apresentava material genético que pode estar relacionado ao investigado.

A peça foi apreendida e encaminhada para exames periciais, que poderão contribuir para esclarecer as circunstâncias do caso.

Polícia apura relatos de outras mulheres

A investigação ganhou novos elementos depois que a vítima publicou um relato sobre o episódio nas redes sociais.

Segundo a Polícia Civil, outras mulheres procuraram a jovem e relataram situações semelhantes envolvendo o mesmo motorista. A possibilidade de outros crimes sexuais também foi considerada no pedido de prisão temporária.

A Justiça determinou a prisão por 30 dias, período que poderá ser utilizado pelos investigadores para aprofundar a apuração e verificar a existência de outras possíveis vítimas.

Investigado está à disposição da Justiça

Além da prisão, foram determinadas medidas protetivas em favor da jovem. Entre elas está a proibição de o investigado se aproximar ou manter contato com a vítima por qualquer meio.

O motorista foi levado para uma unidade policial após a prisão e permanece à disposição da Justiça.

A investigação continua para esclarecer o caso, analisar os elementos coletados e verificar se há relação do suspeito com outros relatos de violência sexual.

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