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MPMS investiga falta de medicamentos contra câncer no HRMS

MPMS investiga falta de medicamentos usados no tratamento contra o câncer no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul - Foto: HRMS

MPMS investiga falta de medicamentos usados no tratamento contra o câncer no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul - Foto: HRMS

Vistoria encontrou remédios oncológicos com estoque zerado ou reduzido; Ministério Público quer saber se reposição evitará novas interrupções

Um inquérito civil aberto pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) apura a falta de medicamentos utilizados no tratamento contra o câncer no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), em Campo Grande. A investigação começou após denúncias de possíveis falhas no atendimento, incluindo relatos de sessões de quimioterapia suspensas ou adiadas por falta de medicamentos e insumos.

Durante a apuração, o Ministério Público analisou informações fornecidas pelo hospital e realizou uma vistoria técnica na unidade. A inspeção encontrou medicamentos oncológicos com estoque zerado e outros em quantidade reduzida.

Segundo o MPMS, já havia processos de compra e reposição em andamento. A preocupação, porém, é verificar se essas medidas serão suficientes para normalizar o abastecimento e evitar novas interrupções nos tratamentos dos pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Hospital terá de atualizar informações sobre estoques

Com a abertura do inquérito, o MPMS solicitou ao HRMS dados atualizados sobre a quantidade de medicamentos disponíveis na unidade e os processos de compra que estão em andamento.

O hospital também deverá informar quais impactos a falta dos remédios teve no atendimento aos pacientes e quais medidas estão sendo adotadas para evitar que o problema volte a ocorrer.

A investigação busca acompanhar se o abastecimento está sendo regularizado e se os pacientes conseguirão manter os tratamentos sem novas interrupções.

Reunião vai discutir abastecimento

Uma reunião de trabalho foi marcada com representantes do Hospital Regional e da Secretaria de Estado de Saúde (SES) para discutir medidas relacionadas ao fornecimento dos medicamentos.

A apuração é conduzida pela 32ª Promotoria de Justiça, com apoio do Núcleo de Apoio Especial à Saúde (Naes), do MPMS.

O inquérito continua em andamento. Até o momento, a vistoria confirmou a existência de medicamentos com estoque zerado ou reduzido, mas os processos de compra e reposição já estavam sendo realizados pela unidade.

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