Filho dirigia SUV usado como batedor, enquanto pai levaria a carga do Paraguai ao Porto de Paranaguá
Pai e filho foram presos em flagrante após a Polícia Rodoviária Federal encontrar 420 quilos de cocaína escondidos em uma carreta na região de Ponta Porã, na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai.
A apreensão ocorreu na quarta-feira (5), nas proximidades da rodovia MS-156, na região da Cabeceira do Apa. Segundo a PRF, a droga havia saído do Paraguai e seria transportada até o Porto de Paranaguá, no Paraná.
O filho conduzia um veículo SUV que, conforme a investigação inicial, era usado como batedor para acompanhar o trajeto e verificar a presença de fiscalização nas estradas.
Carreta foi encontrada sem motorista
Policiais rodoviários federais localizaram a carreta estacionada e sem ninguém na cabine.
Durante a fiscalização, a equipe identificou o proprietário do veículo e recebeu a informação de que ele havia deixado o local em outro automóvel, acompanhado de um segundo homem.
Os agentes iniciaram buscas pela região e encontraram os dois suspeitos dentro do SUV.
Filho acompanhava o transporte da carga
Segundo a PRF, o filho dirigia o utilitário usado para seguir à frente ou próximo da carreta.
O pai era o proprietário e o motorista do veículo de carga onde os tabletes de cocaína foram encontrados.
A polícia não informou como o entorpecente estava escondido na estrutura da carreta.
Motorista admitiu origem e destino da droga
Durante a abordagem, o motorista afirmou aos policiais que havia recebido a cocaína no Paraguai.
Ele também declarou que levaria o carregamento até o litoral do Paraná, onde fica o Porto de Paranaguá.
A versão será apurada durante o inquérito, que deverá verificar a origem da carga, quem financiou o transporte e quem receberia a droga no destino.
Caso foi levado à Polícia Federal
Pai e filho foram presos por suspeita de tráfico internacional de drogas.
A carreta, o SUV e os 420 quilos de cocaína foram apreendidos. A ocorrência foi encaminhada para a Delegacia da Polícia Federal em Dourados.
A prisão em flagrante não representa condenação. A responsabilidade de cada investigado dependerá das provas reunidas e das decisões da Justiça.
