Operação em Campo Grande cumpriu 12 mandados e bloqueou até R$ 10 milhões em bens ligados aos investigados
Mais de 50 policiais federais participaram, nesta quarta-feira (9), de uma operação contra um grupo suspeito de trazer eletrônicos ilegalmente do Paraguai e cobrar dívidas com ameaças armadas em Campo Grande.
Batizada de Operação Nexum, a ação cumpriu 12 mandados de busca e apreensão e duas prisões preventivas na Capital. As ordens foram autorizadas pela 5ª Vara Federal de Campo Grande.
Um terceiro investigado não foi preso, mas passou a cumprir medidas cautelares determinadas pela Justiça. Entre elas estão o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de frequentar a região de fronteira e de manter contato com os demais investigados.
Eletrônicos eram vendidos de forma informal
Segundo a Polícia Federal, o grupo anunciava os produtos eletrônicos nas redes sociais e fazia as vendas de maneira informal, inclusive com pagamentos parcelados.
Quando os compradores deixavam de pagar, os suspeitos passariam a fazer cobranças acompanhadas de ameaças.
A investigação também encontrou indícios de outras atividades criminosas. Entre elas estão empréstimos informais, extorsão, tráfico de drogas, posse e porte irregular de armas e lavagem de dinheiro.
Os investigadores apontam ainda que armas de fogo de grosso calibre teriam sido utilizadas para intimidar pessoas que possuíam dívidas com o grupo.
Justiça determina bloqueio de até R$ 10 milhões
Além das prisões e buscas, a Justiça Federal determinou medidas para tentar impedir a movimentação do patrimônio relacionado aos investigados.
Foram bloqueados ativos financeiros e determinada a indisponibilidade de imóveis de pessoas e empresas ligadas ao grupo, até o limite de R$ 10 milhões.
A decisão também autorizou o sequestro de quatro veículos.
Três empresas apontadas na investigação tiveram as atividades suspensas por determinação judicial.
Receita Federal participa da operação
A Receita Federal participou das diligências, principalmente em locais que seriam utilizados para armazenar e comercializar os produtos.
A operação foi realizada por policiais federais de diferentes unidades da Superintendência Regional da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul.
A investigação busca reunir elementos sobre a atuação do grupo, a origem das mercadorias e a possível relação entre os diferentes crimes investigados.
