A infraestrutura viária de Campo Grande recebeu um novo impulso com a expansão das equipes de tapa-buracos que atuam nas sete regiões do município. A estratégia da prefeitura consistiu em elevar de sete para 12 o número de frentes de trabalho operacionais, sob a coordenação da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).
Novas empresas no apoio urbano
Para viabilizar essa expansão, cinco companhias recém-credenciadas pelo Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Região Central de Mato Grosso do Sul (Consórcio Central) passaram a integrar os serviços de manutenção asfáltica na capital sul-mato-grossense.
Nesta etapa inicial, os reparos contemplam bairros como Jardim Panamá, Coophatrabalho, Jardim das Perdizes, Conjunto dos Rouxinóis, Universitário, Aero Rancho, Jardim Presidente, Parati, São Lourenço, Santo Antônio, Vila Planalto, Cruzeiro e Jardim Nhanha. Trechos estratégicos das avenidas Presidente Vargas e Ernesto Geisel também estão na rota prioritária.
Critérios técnicos e cronograma
A definição dos trechos atendidos obedece a um mapeamento prévio realizado por equipes técnicas, que avaliam as condições da malha viária e organizam o cronograma conforme as demandas de urgência em cada localidade. Posteriormente, o programa será estendido para os demais bairros da cidade.
“Estamos reforçando esse trabalho porque sabemos que a população precisa de ruas em boas condições para chegar ao trabalho, levar os filhos à escola e trafegar pela cidade. Com mais frentes, conseguimos ampliar o atendimento e chegar a mais bairros de Campo Grande”, destaca a prefeita Adriane Lopes.
Salto na capacidade de atendimento
Desde o mês de junho, a operação havia passado de duas para sete frentes, registrando picos de mais de 1.500 buracos recuperados em um único dia. Com a nova marca de 12 frentes ativas, a expectativa da administração municipal é alcançar uma capacidade de até 3 mil intervenções diárias.
O titular da Sisep, André Brandão, reforça a importância da parceria para otimizar os serviços. “Com as novas empresas, ampliamos a capacidade de atendimento e conseguimos alcançar mais pontos da cidade, acompanhando as demandas identificadas pelas equipes técnicas”, afirma.
Investimentos e contratos
O aporte financeiro para a contratação das cinco empresas por meio do Consórcio Central totaliza R$ 46,3 milhões, divididos em dois contratos com vigência de 12 meses. O acordo inclui também o fornecimento do Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), enquanto cabe à prefeitura o planejamento, a definição dos pontos e a fiscalização dos serviços.
Essa iniciativa faz parte do programa Vira CG Infraestrutura, que concentra mais de R$ 280 milhões em recursos aplicados em drenagem, recapeamento, ciclovias, pavimentação e na manutenção geral da malha viária urbana de Campo Grande.
