O impacto das condições climáticas nas regiões Centro-Oeste e Sul do Brasil afeta a produção de grãos em 2024, com previsão de recuperação no próximo ano.
A safra de 2024 de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar 294,3 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 6,7% em relação ao ano anterior, segundo estimativas divulgadas pelo IBGE. A diminuição de 21,1 milhões de toneladas é atribuída a problemas climáticos que afetaram principalmente as regiões Centro-Oeste e Sul do Brasil, com falta de chuvas e temperaturas elevadas durante o ciclo das culturas. Mato Grosso do Sul, que tem grande destaque na produção nacional, também enfrentou esses desafios, embora tenha se mantido entre os cinco principais estados produtores.
O levantamento também revelou que, apesar da queda na produção de grãos, houve crescimento na área colhida, que aumentou 1,6%, somando 79,1 milhões de hectares. A soja, que é uma das principais culturas do país, apresentou uma redução de 4,7% em comparação com 2023, enquanto o milho e o sorgo registraram quedas ainda mais acentuadas. Por outro lado, o algodão e o arroz mostraram resultados positivos, com estimativas de crescimento de 14,8% e 3,1%, respectivamente.
Em relação à produção nacional, o Centro-Oeste continua sendo a principal região produtora, com destaque para Mato Grosso, que lidera o ranking. A expectativa é que, em 2025, a safra brasileira cresça 7%, atingindo 314,8 milhões de toneladas. A projeção positiva se baseia na recuperação das culturas afetadas em 2024, como soja, milho e arroz, além do aumento na área cultivada, que deve crescer 0,8% no próximo ano.
As estimativas para 2025 apontam um aumento de 12,9% na produção de soja, o que pode compensar as perdas de 2024. No entanto, o sorgo e o trigo devem continuar enfrentando dificuldades, com quedas projetadas de 4,9% e 10,9%, respectivamente. A recuperação nas lavouras de Mato Grosso do Sul, que deve crescer 24,1% em relação a 2024, também contribuirá para o aumento da produção nacional, trazendo uma perspectiva mais otimista para o setor agrícola nos próximos anos.
Autoria: Sarah Pacini