Formação passa pelo Hospital São Julião e pelo Memorial da Cultura para ampliar o uso de memórias e documentos nas aulas de História
Professores de História dos anos finais da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande participam, ao longo de agosto, de uma formação continuada voltada à história local, memória e patrimônio cultural.
A programação é organizada pela Secretaria Municipal de Educação e prevê dois encontros para cada turma. A proposta é aproximar conteúdos já trabalhados em sala de aula de espaços e documentos ligados à trajetória de Campo Grande e de Mato Grosso do Sul.
Entre os locais escolhidos estão o Hospital São Julião e o Memorial da Cultura, onde os docentes têm contato com acervos, registros históricos e experiências que podem ser incorporadas às atividades com os estudantes.

São Julião ajuda a discutir Era Vargas e memória local
No primeiro encontro, o Hospital São Julião é utilizado como ponto de partida para relacionar fatos ocorridos em Campo Grande com acontecimentos regionais e nacionais durante a Era Vargas.
Inaugurada em 1941, a instituição também permite trabalhar as memórias de pessoas que viveram no local durante as primeiras décadas de funcionamento.
Segundo Fernando Vendrame, técnico da Divisão dos Anos Finais do Ensino Fundamental e Médio, a formação busca recuperar registros pouco conhecidos sobre o início da instituição e relacioná-los aos conteúdos já desenvolvidos pelos professores.
A proposta é transformar essas memórias em material de apoio para o ensino de História.
Patrimônio também entra no debate
A formação inclui uma discussão sobre os critérios utilizados pela sociedade para decidir o que deve ser preservado como patrimônio.
O complexo arquitetônico do Hospital São Julião é reconhecido pelo Plano Diretor de Campo Grande como Zona Especial de Interesse Cultural, a ZEIC.
A partir desse exemplo, os professores são estimulados a discutir como determinados espaços passam a carregar valor histórico, cultural e social.
O debate também considera as memórias das pessoas que viveram nesses locais e como essas experiências ajudam a compreender processos mais amplos da história da cidade e do país.
Segundo encontro ocorre no Memorial da Cultura
Na segunda etapa da formação, os professores seguem para o Memorial da Cultura.
No local, o grupo passa pelo Arquivo Público Estadual e por outros acervos relacionados à história de Mato Grosso do Sul.
Os docentes têm contato com documentos e diferentes tipos de fontes históricas que podem ser utilizados em sala de aula.
A intenção é ampliar as possibilidades de investigação e estimular os estudantes a interpretar documentos de maneira mais crítica.
Formação ocorre no mês do patrimônio
A programação foi organizada durante agosto, mês em que se celebra o Dia Nacional do Patrimônio Histórico, em 17 de agosto.
Ao visitar acervos e espaços ligados à história de Campo Grande e de Mato Grosso do Sul, os professores ampliam as possibilidades de abordagem de conteúdos já previstos no Referencial Curricular da Reme.
A proposta é aproximar os estudantes da história local e mostrar como documentos, edifícios, memórias e experiências também podem servir como fontes para compreender o passado.