A Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS) promove ao longo de outubro uma agenda com rodas de conversa descentralizadas para debater o tema “Uso de telas e seus impactos na saúde mental do trabalhador” nas unidades do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) em Campo Grande. O projeto tem como foco o bem-estar dos servidores, debatendo a fadiga mental, o descanso, a qualidade do sono e os hábitos digitais.

Abordagem horizontal nas unidades do SUAS
Os encontros ocorrem em auditórios, Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializados (CREAS), Centros de Convivência, Centro Dia, locais de acolhimento e departamentos de gestão por meio de debates horizontais e espaços de escuta. A condução das atividades é realizada por estagiários de Psicologia da Uniderp junto com equipes técnicas do Programa Cuidando de Quem Cuida, criado pelo Decreto Municipal nº 15.636, de 8 de agosto de 2023.
A gerente do SUAS, Elaine Telles, explicou que as discussões buscam orientar a rotina profissional e pessoal dos profissionais sem atribuição de culpa. “Nosso objetivo com as rodas de conversa é provocar uma reflexão sobre como esses dispositivos impactam a nossa rotina. Discutimos a dificuldade de nos desconectarmos fora do expediente, a sobreposição entre a vida pessoal e profissional e como a hiperconectividade afeta diretamente nossa qualidade de vida, provocando fadiga mental”, destacou a gerente.
Aproximação do suporte psicológico
Levar as ações para diferentes pontos da cidade serve para aproximar o apoio psicológico dos locais onde ocorre o atendimento social, reduzindo o estresse ocupacional gerado por tarefas de alta intensidade emocional. A coordenadora do CRAS Aero Rancho, Lurdinha Quintana, reforçou o impacto positivo da dinâmica entre a equipe.
“Foi um momento enriquecedor de diálogo, escuta e troca de experiências. Abordamos os desafios relacionados ao uso excessivo de celulares, computadores e outras telas, refletindo sobre como esses hábitos influenciam diretamente o nosso bem-estar, a qualidade de vida, as relações interpessoais e a saúde mental no cotidiano de trabalho”, ressaltou a coordenadora da unidade.
Estratégias de autocuidado digital
Nos encontros, os trabalhadores debatem limites para o uso de ferramentas tecnológicas e definem medidas de autocuidado. A servidora Silvia Regina Negro de Oliveira acompanhou o debate na sede da secretaria e frisou a importância do consumo moderado de tecnologia. “Todo o trabalho que exige o uso de tela é preciso ser moderado, priorizar algumas situações, para que isso não afete a nossa saúde mental”.
Além das rodas de conversa, o Programa Cuidando de Quem Cuida engloba frentes como Plantão Psicológico, grupos reflexivos, oficinas temáticas e diagnósticos voltados para a preservação da saúde dos profissionais socioassistenciais da Capital.