Chapa formada apenas por integrantes do partido buscará espaço como alternativa de centro-direita na disputa pelo Planalto
PSD oficializou neste domingo (26) a candidatura do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado à Presidência da República. O presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, foi confirmado como candidato a vice, formando uma chapa composta apenas por filiados do partido.
Esta será a primeira eleição presidencial disputada pelo atual PSD com candidatura própria. O partido pretende apresentar a dupla como uma alternativa de centro-direita ao cenário de polarização nacional.
Caiado trocou o União Brasil pelo PSD
Caiado deixou o União Brasil e anunciou, em janeiro, a decisão de se filiar ao PSD para disputar a Presidência. A entrada no novo partido foi oficializada em março.
A definição ocorreu depois de uma disputa interna que também envolveu os então governadores Ratinho Júnior, do Paraná, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul.
Ratinho Júnior retirou o nome da disputa em março. Com isso, Caiado foi escolhido para liderar o projeto presidencial da legenda.
Kassab havia sido apresentado como candidato a vice no início de julho. Na ocasião, Caiado afirmou que a composição demonstrava que a candidatura do PSD era um caminho sem volta.
Segurança pública será prioridade da campanha
Durante a convenção, Caiado afirmou que pretende colocar a segurança pública entre as principais pautas de um eventual governo.
O candidato defendeu medidas mais duras contra autores de violência doméstica, incluindo o uso de tornozeleiras eletrônicas e a prisão de agressores.
Também propôs o confisco de bens de condenados por violência contra a mulher, com a destinação dos recursos às vítimas como forma de reparação.
Caiado disse que o endurecimento das punições também deverá alcançar condenados por estupro, pedofilia, corrupção e outros crimes graves.
Discurso teve críticas ao PT e à polarização
No pronunciamento, o ex-governador criticou o Partido dos Trabalhadores e afirmou que o país precisa enfrentar simultaneamente as organizações criminosas e os problemas políticos.
Sem citar diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Caiado acusou o governo federal de estimular conflitos externos para desviar a atenção de dificuldades internas.
O candidato também criticou ataques contra autoridades e afirmou que a campanha deverá se concentrar em propostas para segurança, economia e funcionamento das instituições.
O PSD vem apresentando Caiado como uma opção para eleitores que não se identificam com os grupos liderados pelo PT e pelo bolsonarismo.
Segunda candidatura presidencial
Esta será a segunda vez que Ronaldo Caiado disputará a Presidência da República.
A primeira candidatura ocorreu em 1989, pelo antigo PSD. Ele terminou a eleição na décima posição e apoiou Fernando Collor no segundo turno.
Depois daquela disputa, Caiado exerceu mandatos de deputado federal e senador antes de ser eleito governador de Goiás.
Com a oficialização da chapa, o PSD deverá agora encaminhar os pedidos de registro das candidaturas à Justiça Eleitoral dentro do prazo previsto no calendário eleitoral.
